Direto do Forno · Música

+2x Maya Hawke

Enquanto não chega a data de estreia, de forma mais precisa dia 19 do próximo mês, Maya Hawke vai nos dando aperitivos de como será Blush, seu primeiro disco.

Já postei aqui o single “By Myself”, e desde então a menina da sorveteria de Stranger Things soltou mais duas canções: “So Long” e “Coverage”. Ambas ganharam versões ao vivo em um formato caseiro (seu pai, Ethan Hawke, filmou o vídeo de “Coverage”, que rolou em um celeiro) e cru, sem edições. A filmagem de “So Long”, em formato acústico, aconteceu em um espaço aberto, e dá pra vê-la sentindo calafrios devido à baixa temperatura.

Garimpo · Música

Garimpo: Talk Show (1997)

Em 1997, chegou ao mundo o primeiro e único lançamento do Talk Show, banda que foi uma espécie de projeto paralelo para os instrumentistas do Stone Temple Pilots, já que Scott Weiland havia deixado o grupo para tratar seu problema com drogas e gravar um álbum solo (12 Bar Blues, lançado em 1998). Em seu lugar, Dave Coutts, ex-vocalista do Ten Inch Men, foi contratado para assumir os vocais e ajudar na composição das músicas.

Capa do álbum. Fonte: Wikipedia

Talk Show, o disco, é composto por doze canções que vão do hard rock distorcido à baladas mais suaves e emotivas. “Wash Me Down”, por exemplo, levada por uma bateria gostosa de ouvir e acordes de violão, acalma, enquanto “So Long”, que desde o início soa garageira (a sensação é de que o disco está arranhado), é um petardo sonoro. Outras canções que destaco são: “Ring Twice”, “Peeling An Orange” e “Hide”. Ao todo, o álbum mescla bem os momentos de maior intensidade com outros em que a poeira parece dar uma baixada, portanto, recomendo ouvi-lo em sequência, apreciando cada uma das faixas.

O projeto não durou muito (foi encerrado no ano seguinte), já que as vendas decepcionaram e o trabalho não foi bem divulgado. Logo, Weiland retornaria ao seu posto oficial de vocalista do Stone Temple Pilots e seguiria com a banda por mais algum tempo.

O disco homônimo do Talk Show é, ao meu ver, um trabalho do STP com um novo vocalista. Simples assim. Tanto que após a morte de Weiland e de Chester Bennington, pensei que seria muito mais interessante uma possível volta do Talk Show do que o STP continuar suas atividades com um terceiro vocalista que, apesar de muito competente, não chega aos pés do líder original da banda.

Devido à sua curta duração, o Talk Show ainda é um projeto que passa despercebido pela maior parte dos ouvintes, mas não se engane: é digno de atenção. Infelizmente, ele está no fosso da cultura pop dos anos noventa, sendo necessário escavar um pouco mais afundo até encontrá-lo.