Direto do Forno · Música

O Novo do Brant Bjork: Brant Bjork

Lobão falou uma coisa interessante em sua entrevista mais recente no Roda Viva, da TV Cultura: disse que o rock está em seu melhor momento, e vertentes como o stoner e o post-rock estão a todo vapor. Se for parar para analisar, faz todo o sentido, principalmente se levarmos em conta somente o stoner rock. Quase toda semana um disco é lançado, seja de uma banda iniciante ou alguma já na estrada há tempos. E por incrível e exagerado que possa parecer, a maior parte desses novos trabalhos é de qualidade.

Se tem um cara que contribui e muito para manter essa cena ativa, é Brant Bjork, considerado um dos padrinhos do estilo e um dos artistas mais prolíficos que conheço. Bjork não descansa, tá sempre produzindo e lançando álbuns, e pouco mais de um ano após seu último lançamento, Jacoozzi, ele tira da cartola mais um disco, que dessa vez, leva seu nome.

Toda vez que paro para pensar sobre o termo stoner rock, vem à mente uma infinidade de riffs pesados e lentos, que parecem anunciar um desastre natural, mas com Brant Bjork a coisa é diferente. Ele eleva o termo para algo mais sutil, ritmado e dançante, ou seja, ele transforma aquilo que ajudou a criar em algo novo, como uma busca constante em se renovar.

Com um recheio de rock do deserto mesclado com o funk à la Funkadelic e algumas boas pitadas de jazz, Brant Bjork possui oito faixas ao todo, sendo a última um achado acústico que fecha o disco da mesma forma que começou: com tranquilidade. Em nenhum instante o álbum acelera ou aumenta de tom e a experiência em ouvi-lo é melhor se for feita em um momento de silêncio.

1. Jungle In The Sound
2. Mary (You’re Such A Lady)
3. Jesus Was A Bluesman
4. Cleaning Out The Ashtray
5. Duke Of Dynamite
6. Shitkickin’ Now
7. Stardust & Diamond Eyes
8. Been So Long

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Brant Bjork – Jungle In The Sound (Single)

Pouco mais de um ano após o lançamento de seu último de inéditas, Brant Bjork, uma das figuras máximas do rock do deserto, deixa engatilhado mais um trabalho.

Auto-intitulado, o novo disco ganha luz em 10 de abril desse ano, mais uma vez pelo ótimo selo Heavy Psych Sound Records, uma das casas mais influentes do stoner rock mundial. O primeiro aperitivo é “Jungle In The Sound”, contendo a já conhecida mistura de riffs pesados com o gracejo do funk rock. É como consta no release do disco, só de ouvir a canção, já dá pra saber de quem é, mesmo sem informação alguma a respeito.

Sobre seu último álbum, Mankind Woman, escrevi sobre ele aqui. Uma boa hora para revisitá-lo.

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Nebula – Witching Hour (Single)

Um dos maiores nomes do rock do deserto está de volta com um novo trabalho em 2019. Estou falando do Nebula.

Com o apoio da Heavy Psych Sounds Records, a banda prepara o sucessor de Heavy Psych, seu último disco lançado (na verdade, um EP), há uma década. Falei no início do ano sobre Demos & Outtakes 98-02, mas como o próprio título diz, é um compilado de gravações e sobras de estúdio (leia aqui).

O futuro álbum, tão aguardado pelo fãs do estilo, será chamado de Holy Shit, com data marcada para sete de junho de 2019. Ouça abaixo “Witching Hour”, primeira canção liberada para audição e tenha um gostinho do que está por vir.

Peso e distorção não faltarão.