Crônicas · Língua Presa · Música

Um Corvo Fora da Curva

Para iniciar, o contexto: surpreendendo a todos, Chris e Rich Robinson fizeram as pazes e anunciaram o retorno do The Black Crowes, após cinco anos de hiato, voltando a figurar nos principais portais do meio artístico.

Agora, o principal.

Eu possuía um rascunho intitulado “Um Corvo Fora da Curva”, na qual havia alguns escritos sobre o quão intrigante foi a trajetória dos Crowes lá nos anos noventa, onde a música pop e o rock alternativo/independente dominavam o cenário musical, e a gangue dos irmãos Robinson, influenciada pelos movimentos setentistas, voavam na contramão e ainda assim conseguiam se destacar.

Porém, todavia, entretanto, esse que vos escreve tomou a sábia atitude de apagar tal rascunho, com a desculpa de que não seria interessante finalizá-lo, por dificuldade em desenvolver o raciocínio. Hoje, com a notícia do retorno do conjunto, seria o timing ideal para terminar tal texto, mas a besteira cometida por mim levou a nuvenzinha chamada ideia para bem longe e sem retorno, causando-me um enorme remorso.

Para entrar na onda e arrancar (mesmo que em partes) o peso na consciência, deixo algumas das minhas canções favoritas da banda para o leitor ouvir, e uma lição muito importante: jamais apague uma ideia por completo, mesmo que ela não pareça promissora no momento. Em alguma oportunidade, ela fará sentido.

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Nada Mudou

Esquerda, direita. Direita, esquerda. Centro, alto, chão, subterrâneo. Direita ou esquerda. Certo ou errado. A polarização das opiniões. O achismo. Opinar em todos os assuntos. A busca pela felicidade. O culto ao corpo perfeito. O espelho nos atletas superestimados. A vida sustentável. A revolta das minorias. Vegetarianismo. Feminismo. Ostracismo. Pragmatismo. Dogmatismo. Romantismo. Procrastinação. 2016. Século 21. 2º milênio.

*Escrito no dia 24 de julho de 2016. Nada mudou.