Direto do Forno · Música

Courtney Barnett – Everybody Here Hates You/Small Talk (Single)

Courtney Barnett é um dos nomes da música alternativa que mais despontam nos últimos anos, e não é por menos. Seja em carreira solo ou na parceria com Kurt Ville, a australiana entrega um trabalho de primeira: despretensioso, bem feito e o mais importante, divertido.

Para o Record Store Day, ela compilou num único single dois b-sides de seu disco mais recente, Tell Me How You Really Feel, lançado em maio do ano passado.

Nomes como Pavement e Dinosaur Jr. são facilmente detectados em sua música, e com uma presença forte à frente de sua banda, Courtney tem potencial para manter o alto nível por vários anos.

Ouça abaixo o single “Everybody Here Hates You/Small Talk”, um pequeno aperitivo e porta de entrada para acompanhar seus outros lançamentos.

 

 

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O novo do The Brian Jonestown Massacre: The Brian Jonestown Massacre

Anton Newcombe é um desses artistas da mesma safra de Nick Cave e Chino Moreno, que produzem discos cada vez melhores à medida que envelhecem. The Brian Jonestown Massacre, o novo disco e auto-intitulado, é o décimo oitavo da banda, e mostra Anton e sua trupe em plena forma criativa.

São nove canções que bebem na mais lisérgica fonte dos anos sessenta, lideradas por um batalhão de guitarras repetitivas e cruas e a preguiçosa voz do vocalista arrastando os versos. Mas um detalhe à parte: a bateria é o ponto alto desse disco.

“Tombes Oubliées” lembra canções como “Nº13 Baby” (Pixies) e “Desire Lines” (Deerhunter), cujo final repetitivo torna-se uma hipnose sonora e deixa o ouvinte em transe.

“We Never Had A Chance” e “To Sad To Tell You” são leves, arrastadas e melancólicas, fazendo dessa dobradinha a melhor parte de todo o álbum. Uma tristeza psicodélica que faz o ouvinte sentir toda a dor do narrador.

O disco ganhou vida em 15 de março desse ano, pela A Recordings, gravadora de Anton Newcombe. Tem duração de trinta e oito minutos e prova que a mente de seu idealizador é uma verdadeira fábrica de canções.

  1. Drained
  2. Tombes Oubliées
  3. My Mind Is Filled with Stuff
  4. Cannot Be Saved
  5. A Word
  6. We Never Had a Chance
  7. To Sad to Tell You
  8. Remember Me This
  9. What Can I Say
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Jeremy Walch – Jolly Birds (Single)

Músicas como “Jolly Birds” fazem do selo belga Luik Records um dos mais legais que conheci desde que iniciei o Numa Sexta.

Jeremy Walch é mais uma das figuras que movimentam as atividades da gravadora e tem um álbum saindo do forno dia 19 do próximo mês, intitulado Scarlet.

Levada por guitarras levemente psicodélicas, a melodia pop agradável e dançante do single “Jolly Birds contagia o ouvinte. E como o próprio artista afirma, é tudo feito em casa.

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Routine Death – Stay (Single)

A bateria lá no fundo avisa o contrabaixo: aqui eu tomo conta, mas o resto é com você.

Sim, é a linha grave de cordas que rouba a cena logo no início de “Stay”, single lançado pelo Routine Death através da inglesa Fuzz Club Records. Logo mais adentram os pedaços eletrônicos, sintetizadores, guitarras e vozes e tudo mais que você imaginar, mas nada tira o brilho da contínua linha de baixo que acompanha toda a canção.

“Stay” é o primeiro lançamento do eletro-duo após “Parallel Universes”, disco que está próximo de completar um ano de vida.

Se teremos álbum novo em breve, ainda é um mistério.

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Stoned Jesus – Occult (Single)

Uma pancada de dez minutos foi a escolhida como single de “First Communion”, novo EP do Stoned Jesus que será lançado poucos meses após “Pilgrims”, o LP mais recente do grupo.

O sludge metal e o stoner são as fontes de onde o trio ucraniano tirou “Occult”, a primeira das quatro faixas que farão parte do novo trabalho. Alternando entre momentos lentos e densos com uma breve e pesada agilidade, é como se o Stoned Jesus tivesse lapidado uma faixa do Melvins e tornado-a ainda mais barulhenta.

Uma produção de primeira que adianta mais um petardo sonoro que sairá pela Napalm Records, no comecinho do próximo ano: 4 de janeiro.

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The Brian Jonestown Massacre – Forgotten Graves/Tombes Oubliées Single 10″

“Forgotten Graves/Tombes Oubliées” é o mais novo single de Anton Newcombe e sua trupe sob a marca do The Brian Jonestown Massacre. O disco foi lançado em vinil de 10 polegadas + plataformas de streaming pela Cargo Records/A Recordings.

brian_jonestown_massacre_forgotten_graves_AUK044-10__packshot_1024x1024Capa do single. Retirado do site oficial da Cargo Records.

A faixa “Forgotten Graves” já havia sido lançada de forma não-oficial pelo próprio Newcombe em sua conta no Youtube, como ele próprio diz, em uma versão ainda em desenvolvimento. A versão “pronta”, digamos assim,é exclusiva do single.

Versão “em desenvolvimento” de “Forgotten Graves”

A segunda, “Tombes Oubliées”, estará também no próximo disco da banda, ainda não anunciado. É incrível como as parcerias entre Anton e vocalistas femininas sempre dão certo.

Ambas possuem as clássicas características do grupo, onde as guitarras sãos os fios condutores de toda a áurea viajante que cerca a discografia do Brian Jonestown Massacre.

Outras informações sobre o registro você pode conferir aqui, direto no site da Cargo Records.

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Tess Parks & Anton Newcombe – French Monday Afternoon (Vídeo)

Um pessoal reunido num quarto com bastante bebida, cigarros, cabelos bagunçados, pandeiros, velas e um clima bem picante. Assim é o vídeo de “French Monday Afternoon”, canção presente no segundo disco que Tess Parks e Anton Newcombe lançaram em conjunto.

Rodado inteiro em preto e branco e dirigido pela própria artista canadense junto com o fotógrafo Ruari Meehan, a película é a terceira parceria entre os dois só nesse álbum, já que ambos também assinaram a direção dos vídeos de “Right On” e “Please Never Die” (veja-os aqui). Sobre o vídeo em questão, é um retrato fiel da viagem sonora provocada pela obra de dois grandes artistas da cena psicodélica atual.

A colaboração entre Tess Parks e Anton Newcombe rendeu, até o momento, o melhor disco de 2018. Escrevi sobre ele aqui.

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O novo da Tess Parks & Anton Newcombe

Ao dar play nesse novo disco da Tess Parks junto com Anton Newcombe (The Brian Jonestown Massacre), a sensação é de estar de volta ao final dos anos 60, fase de ouro do rock psicodélico.

Se a banda de Newcombe, na ativa desde os anos 90, é influência clara na obra solo da artista canadense, a junção das duas figuras em um único projeto não poderia ser diferente. As canções possuem uma pegada meio blasé, muito em função da voz arrastada de Tess Parks, com as guitarras roubando a cena com vários solinhos, wah-wah e de forma bem lenta, o que deixa o ouvinte ainda mais entorpecido.

A voz de Tess Parks traz, em alguns momentos, a delicadeza de Hope Sandoval (Mazzy Star), mas numa vibe totalmente diferente. Aqui, a leveza não é acompanhada da melancolia, mas sim pela viagem sonora criada pelos dois artistas, tanto pelas letras quanto pela sonoridade.

O destaque fica com a faixa inicial, “Life After Youth”, e com os dois singles lançados anteriormente, “Please Never Die” e “Right On”, essa encarregada de finalizar o registro de forma brilhante e muito chapada.

Ouvi o disco algumas vezes e ele funciona perfeitamente como tema ambiente, para deixar rolando enquanto se faz outra coisa (lavar louças, por exemplo), mas ele se torna ainda mais interessante quando é ouvido com atenção e com fones de ouvido, de preferência. As guitarras entrarão na sua mente e, quando menos perceber, você já estará flutuando.

Um dos trabalhos mais legais do ano até aqui.

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Kurt Vile – One Trick Ponies

A natureza parece ser fonte de inspiração/motivação para o novo trabalho do Kurt Vile. Se a praia era o cenário do vídeo de “Bassackwards”, agora, mantendo o mesmo conceito nostálgico, temos o artista rodeado por árvores e um rio em “One Trick Ponies”, mais nova canção que antecipa a chegada de “Bottle It In”, seu novo disco de estúdio.

A paisagem bucólica ao fundo é o principal elemento da película, que acompanha o músico interagindo em seu meio, cantando-a. A letra, que vai e vem na parte inferior, ajuda o ouvinte a acompanhar os versos.