Direto do Forno · Música

The Brian Jonestown Massacre – Forgotten Graves/Tombes Oubliées Single 10″

“Forgotten Graves/Tombes Oubliées” é o mais novo single de Anton Newcombe e sua trupe sob a marca do The Brian Jonestown Massacre. O disco foi lançado em vinil de 10 polegadas + plataformas de streaming pela Cargo Records/A Recordings.

brian_jonestown_massacre_forgotten_graves_AUK044-10__packshot_1024x1024Capa do single. Retirado do site oficial da Cargo Records.

A faixa “Forgotten Graves” já havia sido lançada de forma não-oficial pelo próprio Newcombe em sua conta no Youtube, como ele próprio diz, em uma versão ainda em desenvolvimento. A versão “pronta”, digamos assim,é exclusiva do single.

Versão “em desenvolvimento” de “Forgotten Graves”

A segunda, “Tombes Oubliées”, estará também no próximo disco da banda, ainda não anunciado. É incrível como as parcerias entre Anton e vocalistas femininas sempre dão certo.

Ambas possuem as clássicas características do grupo, onde as guitarras sãos os fios condutores de toda a áurea viajante que cerca a discografia do Brian Jonestown Massacre.

Outras informações sobre o registro você pode conferir aqui, direto no site da Cargo Records.

Direto do Forno · Música

Tess Parks & Anton Newcombe – French Monday Afternoon (Vídeo)

Um pessoal reunido num quarto com bastante bebida, cigarros, cabelos bagunçados, pandeiros, velas e um clima bem picante. Assim é o vídeo de “French Monday Afternoon”, canção presente no segundo disco que Tess Parks e Anton Newcombe lançaram em conjunto.

Rodado inteiro em preto e branco e dirigido pela própria artista canadense junto com o fotógrafo Ruari Meehan, a película é a terceira parceria entre os dois só nesse álbum, já que ambos também assinaram a direção dos vídeos de “Right On” e “Please Never Die” (veja-os aqui). Sobre o vídeo em questão, é um retrato fiel da viagem sonora provocada pela obra de dois grandes artistas da cena psicodélica atual.

A colaboração entre Tess Parks e Anton Newcombe rendeu, até o momento, o melhor disco de 2018. Escrevi sobre ele aqui.

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O novo da Tess Parks & Anton Newcombe

Ao dar play nesse novo disco da Tess Parks junto com Anton Newcombe (The Brian Jonestown Massacre), a sensação é de estar de volta ao final dos anos 60, fase de ouro do rock psicodélico.

Se a banda de Newcombe, na ativa desde os anos 90, é influência clara na obra solo da artista canadense, a junção das duas figuras em um único projeto não poderia ser diferente. As canções possuem uma pegada meio blasé, muito em função da voz arrastada de Tess Parks, com as guitarras roubando a cena com vários solinhos, wah-wah e de forma bem lenta, o que deixa o ouvinte ainda mais entorpecido.

A voz de Tess Parks traz, em alguns momentos, a delicadeza de Hope Sandoval (Mazzy Star), mas numa vibe totalmente diferente. Aqui, a leveza não é acompanhada da melancolia, mas sim pela viagem sonora criada pelos dois artistas, tanto pelas letras quanto pela sonoridade.

O destaque fica com a faixa inicial, “Life After Youth”, e com os dois singles lançados anteriormente, “Please Never Die” e “Right On”, essa encarregada de finalizar o registro de forma brilhante e muito chapada.

Ouvi o disco algumas vezes e ele funciona perfeitamente como tema ambiente, para deixar rolando enquanto se faz outra coisa (lavar louças, por exemplo), mas ele se torna ainda mais interessante quando é ouvido com atenção e com fones de ouvido, de preferência. As guitarras entrarão na sua mente e, quando menos perceber, você já estará flutuando.

Um dos trabalhos mais legais do ano até aqui.

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Kurt Vile – One Trick Ponies

A natureza parece ser fonte de inspiração/motivação para o novo trabalho do Kurt Vile. Se a praia era o cenário do vídeo de “Bassackwards”, agora, mantendo o mesmo conceito nostálgico, temos o artista rodeado por árvores e um rio em “One Trick Ponies”, mais nova canção que antecipa a chegada de “Bottle It In”, seu novo disco de estúdio.

A paisagem bucólica ao fundo é o principal elemento da película, que acompanha o músico interagindo em seu meio, cantando-a. A letra, que vai e vem na parte inferior, ajuda o ouvinte a acompanhar os versos.

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A nova colaboração entre Tess Parks & Anton Newcombe

Duas figuras da cena psicodélica estão trabalhando juntas em um disco auto-intitulado que chega nas lojas bem no dia das crianças aqui no Brasil (ou dia de Nossa Senhora, tanto faz).

Pegue as viagens sonoras de Anton Newcombe e acrescente a voz angelical e preguiçosa de Tess Parks. O resultado, até o momento, é muito interessante. O disco sairá pela A Recordings, selo criado pelo próprio Newcombe para lançar seus discos com o Brian Jonestown Massacre.

Parece ser um dos trabalhos mais legais do ano.

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Lançamentos de Peso

Conforme prometido no texto de ontem, aqui estão alguns lançamentos recentes e futuros que separei para os leitores conhecerem. Talvez com exceção do Joe Strummer, são bandas que não costumam figurar nas grandes mídias, mas que fazem um som digno de se apreciar com o volume bem alto.

1 – Red Fang – Listen To The Sirens (Tubeway Army Cover)

A banda estadunidense de heavy metal/stoner rock disponibilizou no final de agosto um cover de “Listen To The Sirens”, originalmente lançada pelo Tubeway Army, grupo punk/new wave liderado por Gary Numan. As versões até se assemelham, com diferença apenas na sonoridade mais pesada que o Red Fang adotou, trocando os sintetizadores por riffs mais agressivos. Ouça e compare ao seu gosto.

2 – Melvins & Al Cisneros – Sabbath Bloody Sabbath (Black Sabbath Cover)

O Melvins é um dos nomes mais fortes quando o assunto é música pesada e, ao meu ver, o grupo ideal para executar uma canção do Black Sabbath à sua maneira, sem perder a pegada da original. Para esse trabalho, eles tiveram a companhia de Al Cisneros, baixista e vocalista do Sleep, outra banda porrada, e gravaram uma versão de “Sabbath Bloody Sabbath”, canção essa que, para mim, é uma das melhores da banda na fase Ozzy.

Aqui, eles desaceleram e aumentam o grave dos riffs, tornando o som ainda mais denso e pesado do que o habitual.

Não há informações (até o momento) de que esse cover fará parte de algum disco da banda e/ou coletânea.

3 – Stoned Jesus – Pilgrims

“Pilgrims” é o nome do novo disco do Stoned Jesus, trio ucraniano de stoner metal e que foi lançado no dia da nossa independência. Canções longas e pesadas com muita psicodelia, típico do chamado desert rock.

É bem difícil encontrar informações sobre a banda em português, mas dá para ouvir o som dos caras tanto no Youtube quanto na página deles no BandCamp. Vale muito a pena.

4 – All Them Witches – ATW

O novo do trabalho do All Them Witches será intitulado “ATW” e sai no dia 28 de setembro. Também como um trio, a banda faz um som pesado de primeira linha. Até o momento, duas faixas estão disponíveis para audição: “Fishbelly 86 Onions” e “Diamond”, ambas passando dos seis minutos de duração e com muita pitada de blues e stoner, uma verdadeira viagem sonora.

*Atualização:

A banda lançou um videoclipe bem sombrio para “Diamond”, canção que fará parte do próximo disco intitulado “ATW”. Nesse trabalho, música e vídeo se completam em um tom macabro onde, ao que parece, o personagem está possuído por alguma força das trevas.

5 – Joe Strummer – Joe Strummer 001

Tenho escutado bastante o trabalho do Joe Strummer pós-The Clash, e me surpreendi com a notícia de que um disco póstumo chamado “Joe Strummer 001” está para sair também no dia 28 (mesmo dia do lançamento de ATW). Será repleto de materiais raros e inéditos da carreira do artista, atravessando toda a sua carreira, até mesmo antes do The Clash.

“London Is Burning”, até o momento, é a única faixa liberada para o público e mostra todo o talento de Strummer como compositor e visionário, já que a canção soa bem atual em relação aos acontecimentos recentes não só na Inglaterra, mas em todo o planeta.

 

 

Garimpo · Música

Garimpo: Anemone – The Brian Jonestown Massacre

Talvez a música mais conhecida do Brian Jonestown Massacre, “Anemone” é uma visita à psicodelia sessentista, cumprindo bem o seu papel. Não por acaso, está presente no disco “Their Satanic Majesties’ Second Request” (1996), referência clara ao controverso e bom disco dos Stones, lançado em 1967 e muito viajado.

A voz preguiçosa de Anton Newcombe dá todo o charme da canção, e a letra, apesar de ser meio “bobinha”, não deixa de ser interessante.

Confira abaixo a versão de estúdio e uma ao vivo para o canal Cardinal Sessions.