Diversos · Língua Presa · Quarta Parede

Poema de “Spartacus”

“Quando o sol ardente se opõe no horizonte oeste,
Quando o vento das montanhas se acalma,
Quando o canto do sabiá-do-campo cessa,
Quando os gafanhotos do campo não crepitam,
Quando a espuma do mar descansa como uma donzela
e o crepúsculo toca o contorno da terra suspensa,
Volto para casa.

Por sombras azuis e florestas púrpuras,
Volto para casa.

Volto ao lugar onde nasci.
À mãe que me deu à luz e ao pai que me ensinou
Há muito, muito tempo,
Muito tempo.

Agora, só.
Perdido e sozinho num mundo distante e vasto.

Ainda assim, quando o sol ardente baixa,
Quando o vento se acalma e a espuma do mar dorme
E o crepúsculo toca o contorno da terra,
Volto para casa.”

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Eu e Minhas Exigências

Em toda essa vida,
Todos esses dias
Sempre foram só nós dois:
Eu e minha consciência;
Eu e minha insegurança;
Eu e a minha aparência;
Eu e a deselegância;
Minha insuficiência.
Eu e minha arrogância;
Eu e minha transparência;
Eu e minha discrepância;
Eu e minhas reticências;
Toda a minha dissonância.
Sempre fomos só nós dois:
Eu e minhas exigências.

*Poema escrito no dia 17 de abril de 2017.