Diversos · Língua Presa · Quarta Parede

Poema de “Spartacus”

“Quando o sol ardente se opõe no horizonte oeste,
Quando o vento das montanhas se acalma,
Quando o canto do sabiá-do-campo cessa,
Quando os gafanhotos do campo não crepitam,
Quando a espuma do mar descansa como uma donzela
e o crepúsculo toca o contorno da terra suspensa,
Volto para casa.

Por sombras azuis e florestas púrpuras,
Volto para casa.

Volto ao lugar onde nasci.
À mãe que me deu à luz e ao pai que me ensinou
Há muito, muito tempo,
Muito tempo.

Agora, só.
Perdido e sozinho num mundo distante e vasto.

Ainda assim, quando o sol ardente baixa,
Quando o vento se acalma e a espuma do mar dorme
E o crepúsculo toca o contorno da terra,
Volto para casa.”

Garimpo · Música

Garimpo #06

Tenho vagado por aí
Por tantas estradas e desfiladeiros
Com os mesmos tênis novos
Que ganhei naquele aniversário
Em que tínhamos tudo para dar errado
E foi o que aconteceu.
Eu era uma tempestade
E você, uma garoa.
Eu era a via láctea
E você, só um cometa.
Eu era todas as músicas
E você, o silêncio.

*Poema experimental que criei com base na melodia de “Jackass”, do Beck. Leia no ritmo da mesma.