Direto do Forno · Música

O Novo do Ruby Haunt: Tiebracker

Na mitologia nórdica, Hugin e Munin são os corvos e fiéis escudeiros de Odin, que sobrevoam por toda Midgard e retornam com informações importantes para seu mestre. Traduzidos, seus nomes significam memória e pensamento.

O que seria do ser humano sem suas memórias e seus pensamentos? Mesmo que doam, mesmo que sejam pesados, fúteis ou impróprios, mesmo que tragam sensações nada agradáveis, não dá para viver sem eles, muito menos apagá-los por completo.

É nesse campo que o Ruby Haunt acerta, já que suas canções, carregadas de emoção e nostalgia, levam o ouvinte à pontos sensíveis. Ouvir uma música como “Avalon”, por exemplo, é caminhar no limite da vulnerabilidade. É aquela sensação gostosa de satisfação misturada com a dor de algumas lembranças.

Tiebreaker saiu do forno no último dia 29 e recomendo cautela na primeira audição, pois sua forma continua quente no que corresponde à emoções.

É um álbum sem firulas, são oito belas canções com o mínimo de exageros, tudo funciona muito bem direto ao ponto. De grosso modo, as músicas começam, terminam, a próxima começa a tocar e assim vai, como se elas não dependessem do todo para funcionar. As que possuem o violão acústico mais presente, como “April Second”, são as que mais me agradaram.

Um trabalho para ouvir e sentir, apenas. Pode machucar um pouco, mas vai cicatrizar, não se preocupe.

1. River
2. Carrie
3. Avalon
4. Splinters
5. April Second
6. Prairie Fire
7. Rest Stop
8. Weathervane

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Ruby Haunt – Avalon (Single)

A melancolia é o carro-chefe na música do Ruby Haunt, mas não aquela que toca na ferida e parte o coração, mas sim a melancolia que traz saudade, que mexe na nossa nostalgia, nas lembranças de momentos felizes e tudo mais. Por isso o grupo estadunidense é um dos meus favoritos da atualidade.

Com um disco inédito saindo do forno daqui a exatas duas semanas (se chamará Tiebreaker), a banda soltou “Avalon”, seu primeiro single, há também exatas duas semanas atrás.

É uma música longa, com seis minutos e meio de duração, em formato acústico quase por completo. Somente no finalzinho dela que violão e teclados se encontram com a bateria e tudo termina bem. Uma ótima música no estilo que chamo happy-sad que nos põe para refletir e pensar na vida e nas suas adversidades.

Crônicas · Língua Presa · Música

Nostalgia

Nostalgia.

Ou a velha ilusão de que o passado foi muito melhor do que o presente momento. Aquela sensação que consome o consciente na hora de dormir, com memórias de tempos que jamais serão vividos novamente, e que dão saudade. Mas é de uma ingenuidade tamanha pensar que eles foram perfeitos. Não foram e pode ser que, na época em que aconteceram, foram um desastre, só que, na maior parte das vezes que a nostalgia bate com força, analisamos essas memórias com um carinho acima do normal.

São poucas as lembranças que me causam nostalgia. O álbum de figurinhas do primeiro filme do Homem-Aranha do Sam Raimi é uma delas. Situações que vivi com amigos da escola e da minha rua também. Mas nada supera a trilha sonora da clássica trilogia Donkey Kong Country para o SNES, em uma época que videogames ainda eram sinônimo de diversão, e não de mercado/esporte.

Separei algumas canções do vasto repertório para o leitor. É uma estranha mistura de dor no coração com a satisfação pelos bons momentos vividos.

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Mais Alguns Singles

Mudando um pouco o formato para sair da mesmice, deixo abaixo alguns singles recentes que valem a pena o leitor conferir.

O Ruby Haunt, que já falei sobre aqui no blog algumas vezes, está com um disco saindo do forno e há alguns dias soltou o terceiro single desse projeto, “Curtain Call”. A canção segue a mesma ambientação nostálgica e melancólica das anteriores, do jeito que eu gosto.

Também com um terceiro single disponível, a parceria entre Mike Patton e Jean-Claude Vannier tem o suficiente para ser um dos trabalhos mais interessantes do ano. Versáteis e altamente criativos, a peça da vez é “Browning”. O álbum completo será lançado no dia 13 do próximo mês.

Por último, uma banda que ganhou status de cult nos últimos anos aqui na internet, a Cigarettes After Sex pode soar bem deprê no começo da audição, mas aos poucos o clima de intensa tristeza é absorvido e torna-se apreço. Etérea, calma e bem produzido, o som da banda remete ao Ruby Haunt, o que é um baita de um elogio.

“Heavenly” é a primeira amostra de Cry, o próximo trabalho do conjunto e que ganhará vida em 25 de outubro.

 

Há quem diga que não se fazem mais músicas boas como antigamente. Eu digo que é preguiça de procurar.

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Ruby Haunt – Jeune (Single+Vídeo)

The Middle of Nowhere, o próximo disco do Ruby Haunt, chega por completo no fim desse mês, e para que o ouvinte tenha uma mínima noção do que esperar, uma segunda dose foi liberada para a audição.

Ouvir “Jeune” é como embarcar em um navio rumo à melancolia, daquela que, dependendo do estado, devasta o ser por dentro. Acompanhada de um videoclipe igualmente nostálgico, trinca até os corações mais sólidos e impenetráveis.

“What took you so long to figure it out?”

 

 

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Wilco – Love Is Everywhere [Beware] (Single)

É difícil segurar a empolgação quando uma banda ou artista que gosto bastante divulga um novo trabalho, mas quando o nome faz parte de sua lista de “favoritos”, é impossível não aguardar algo grandioso.

O Wilco faz parte da minha vida há anos e sua música é trilha sonora de momentos de suma importância para mim. Por isso, descobrir que eles estão com um disco pronto para sair do forno ainda esse ano foi motivo de pura euforia por aqui.

“Love Is Everywhere (Beware)” é o primeiro single de Ode To Joy, o décimo primeiro álbum do conjunto liderado por Jeff Tweedy, que chega à Terra por completo no dia 04 de outubro. O selo responsável pelo lançamento pertence à própria banda e se chama dBpm Records.

O Wilco vem de dois discos que não causaram tanto alarde (Star Wars, de 2015, e Schmilco, de 2016) , mas que expandiram ainda mais o som da banda para além das fronteiras do folk/alt.country, e parece que assim eles permanecem: em busca de novos horizontes sonoros.

Direto do Forno · Música

Kurt Vile – One Trick Ponies

A natureza parece ser fonte de inspiração/motivação para o novo trabalho do Kurt Vile. Se a praia era o cenário do vídeo de “Bassackwards”, agora, mantendo o mesmo conceito nostálgico, temos o artista rodeado por árvores e um rio em “One Trick Ponies”, mais nova canção que antecipa a chegada de “Bottle It In”, seu novo disco de estúdio.

A paisagem bucólica ao fundo é o principal elemento da película, que acompanha o músico interagindo em seu meio, cantando-a. A letra, que vai e vem na parte inferior, ajuda o ouvinte a acompanhar os versos.

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Do Forno: O novo do Kurt Vile

Anunciado o novo disco de estúdio do cantor e compositor estadunidense Kurt Vile, um dos artistas mais interessantes que surgiram no século 21.

“Bottle It In” está com o lançamento marcado para o dia 12 de outubro desse ano, pela Matador Records. Junto ao anúncio do álbum, o videoclipe da canção “Bassackwards”, uma espécie de psicodelia folk com quase dez minutos de duração, também foi liberado.

Com uma estética bem vintage, contendo alguns glitches e cores desbotadas, o vídeo mostra vários momentos de um grupo de pessoas se divertindo em uma praia. Pela sonoridade e letra da música, é como se o artista revisitasse um passado distante através de registros da época de suas lembranças.

Vale mencionar que Kurt Vile já havia lançado um novo single algumas semanas atrás, “Loading Zones”, porém, não encontrei informações se ele estará presente no novo disco.

Confira abaixo a capa de “Bottle It In” e o videoclipe de “Bassackwards”.

Garimpo · Música

Garimpo #05

Mantendo a linha das canções pesadas emocionalmente, não tinha como não falar sobre Chris Cornell. Ídolo máximo, morto após perder uma batalha contra si mesmo. Em “Sweet Euphoria”, somente sua voz e um violão, ambos carregados de sentimentos e lamentos em uma das mais belas poesias de sua carreira. Será que os anjos cansados que ele procura salvaram o seu amor? Não sei, foi só um pensamento rápido que me veio à mente. Não se assuste. É que depois de sua morte, todas suas músicas começaram a fazer ainda mais sentido.