Direto do Forno · Música

Mais Alguns Singles

Mudando um pouco o formato para sair da mesmice, deixo abaixo alguns singles recentes que valem a pena o leitor conferir.

O Ruby Haunt, que já falei sobre aqui no blog algumas vezes, está com um disco saindo do forno e há alguns dias soltou o terceiro single desse projeto, “Curtain Call”. A canção segue a mesma ambientação nostálgica e melancólica das anteriores, do jeito que eu gosto.

Também com um terceiro single disponível, a parceria entre Mike Patton e Jean-Claude Vannier tem o suficiente para ser um dos trabalhos mais interessantes do ano. Versáteis e altamente criativos, a peça da vez é “Browning”. O álbum completo será lançado no dia 13 do próximo mês.

Por último, uma banda que ganhou status de cult nos últimos anos aqui na internet, a Cigarettes After Sex pode soar bem deprê no começo da audição, mas aos poucos o clima de intensa tristeza é absorvido e torna-se apreço. Etérea, calma e bem produzido, o som da banda remete ao Ruby Haunt, o que é um baita de um elogio.

“Heavenly” é a primeira amostra de Cry, o próximo trabalho do conjunto e que ganhará vida em 25 de outubro.

 

Há quem diga que não se fazem mais músicas boas como antigamente. Eu digo que é preguiça de procurar.

Crônicas · Diversos · Língua Presa · Música

No Limite

Um curto relato.

Aula de Matemática II. Estava usando o kit antissocial na universidade: roupa toda preta, postura desengonçada e fones de ouvido. “Edge of the World”, do Faith No More, tocava no celular.

Presente no clássico The Real Thing (1989), a canção possui uma levada jazzística e a voz de Patton, afiadíssima, proclama os versos que soam como um ritual sedutor entre um homem mais velho e uma jovem e bela mulher.

É daquelas músicas em que não se ouve parado. O corpo, desobediente, balança, a cabeça rodopia, os dedos estalam e os pés tocam um bumbo imaginário. Nesse estado, saí da sala em completo transe musical e fui ao banheiro urinar (deixa eu manter o palavreado moderado).

O resultado da situação, deixo ao leitor que conclua.

Diversos · Música

A Volta do Mr. Bungle

É apenas para o ano que vem, mas já podemos considerar que o MR. BUNGLE ESTÁ DE VOLTA!

Uma das bandas mais inventivas e loucas que já pisaram nesse planeta, o Mr. Bungle foi o principal projeto do Mike Patton por anos, até assumir a frente do Faith No More (e uma infinidade de grupos posteriores).

Anunciado de forma oficial através de uma conta no Instagram, a banda performará, até agora, em seis datas de fevereiro de 2020. Além dos membros da formação original Patton, Trevor Dunn e  Trey Spruance, dois ilustres convidados participarão das apresentações: Dave Lombardo (Slayer, Suicidal Tendencies, Fântomas) e Scott Ian (Anthrax).

Por enquanto, o principal set das apresentações será a demo The Raging Wrath of The Easter Bunny, lançada em 1986 e que é puro death/thrash metal. Uma maravilha!

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Mike Patton & Jean-Claude Vannier – Chansons D’Amour (Single+Vídeo)

O segundo single do novo projeto do Mike Patton (mais um) com o compositor francês Jean-Claude Vannier saiu das sombras, com direito a um videoclipe instigante.

Misturando uma melodia sensual com uma arte visual perturbadora e enigmática. “Chansons D’Amour” possui um quê de Serge Gainsbourg, e não é por menos, afinal, o lendário artista francês teve como grande parceiro em sua carreira o atual par do Mr. Mike, o que o torna uma referência clara nesse trabalho.

Além do instrumental, chama a atenção (é chover no molhado, eu sei) a habilidade vocal de Patton, que em um tom soturno, penetra na mente do ouvinte como um narrador de um filme fantasmagórico.

Corpse Flower, o disco completo, chega em setembro, no dia 13, via Ipecac Recordings. O primeiro single já lançado você confere aqui.

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Mike Patton & Jean-Claude Vannier – On Top Of The World (Single)

Mike Patton, o homem das mil vozes e dos mil projetos, está com mais uma parceria engatilhada para sair do forno da Ipecac Recordings, sua gravadora, ainda esse ano. Trata-se de Jean-Claude Vannier, colaborador de longa data de Serge Gainsbourg, ícone da música francesa.

Conforme release oficial, a dupla se conheceu em 2011 e a admiração foi instantânea, porém, o trabalho em conjunto só saiu do papel recentemente.

O disco se chamará Corpse Flower e contará com doze músicas. “On Top Of The World” foi a escolhida para anunciar o álbum, que chega por completo dia 13 de setembro.

Com uma atmosfera que lembra bastante o clássico Histoire de Melody Nelson (1971) de Serge Gainsbourg, a canção é sombria e sensual.

 

Música

O Homem Das Mil Vozes

(Atualização: Esse mesmo texto também foi postado no blog da Immagine. Link aqui.)

Chega a ser clichê referir-se a Mike Patton como “o homem das mil vozes” dentro do cenário musical, devido ao imenso talento que possui e em como seu dom já atingiu os mais diversos públicos. Para quem já navegou do underground ao mainstream, indo e voltando por diversos estilos diferentes, Patton já tem provas mais do que suficientes para tal título.

Sua habilidade vocal impressiona. Patton consegue ir de um gutural raivoso para uma afinação mais melódica em questão de segundos, isso até na mesma música. Veja abaixo, em uma apresentação com o Mr. Bungle. Por volta dos dois minutos e vinte segundos é possível ter noção dessa transição vocal que ele faz. E o mais impressionante: ao vivo!

Depois que atingiu o estrelato à frente do Faith No More, lá no início dos anos noventa, o cara não parou mais: fundou vários projetos, fez parcerias com artistas dos mais diferentes níveis, passeou por diversos estilos e também trabalhou com trilhas sonoras de filmes e videogames. Também criou a Ipecac Recordings, uma gravadora que lança atualmente artistas que seguem sua mesma linha experimental.

Seu trabalho mais recente é o Dead Cross, que fundou com seu ex-parceiro do Fantômas, Dave Lombardo (ex-Slayer). Aqui o som é extremamente pesado, um hardcore punk bem rápido e agressivo, que soa ainda melhor (novamente) ao vivo. Veja.

Em 2013, tive o prazer de ver o Mike Patton ao vivo no Lollapalooza com o Tomahawk, uma de suas bandas mais interessantes. Veja abaixo a apresentação da canção “God Hates A Coward” (se vires um espantalho gigante e de óculos escuros balançando a cabeça, sou eu):

Seja com o Faith No More, Fantômas, Tomahawk, Peeping Tom, Lovage, Dead Cross, suas trilhas sonoras ou as participações com outros artistas, não importa: ele se entrega de forma total em qualquer trabalho. De todos os vocalistas vivos, o considero o melhor. Caso o leitor tenha curiosidade em conhecer melhor a sua discografia, comece pelo Faith No More, é o “mais acessível”.

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Alain Johannes Trio – Luna A Sol

“Luna A Sol” é o primeiro single do primeiro disco da banda liderada por Alain Johannes e sairá pela Ipecac Recordings.

Na descrição do vídeo no Youtube, tem a informação “featuring Mike Patton”, e admito, foi isso que chamou a atenção. Afinal, sou muito fã do cara e de praticamente todos os projetos e bandas em que ele participa.

A tal informação de que Patton está na canção serve mais como um clickbait mesmo, afinal, se não tivesse seu nome ali, nem saberíamos que ele fazia backing vocals aqui e ali durante a música.

Sobre a música, é um mix de stoner rock com temperos latinos bem interessante. Alain conduz a guitarra, enquanto os irmãos Felo e Cote Concea são os responsáveis pelos teclados e bateria.

O disco sai em 2019, ainda sem data definida.