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Criança de Domingo

Manguebeat. O termo que revitaliza a música brasileira dos anos noventa. Que leva mundo afora a originalidade tupiniquim, o Chico e sua Nação, Fred 04 e o seu Mundo Livre, passeando do underground ao sucesso.

Da ponte aérea SPxPE, conhecemos Criança de Domingo. Escrita por Cadão Volpato, ex-Fellini e que à época liderava o Funziona Senza Vapore (1992), a canção que faz parte do único disco do projeto chegou aos ouvidos de Chico Science por Stela Campos, uma das integrantes da banda. Chico gostou tanto que a regravou para o segundo disco da Nação Zumbi, Afrociberdelia, de 1996.

A original, que só chegou à luz em 2002 (assim como todo o registro do Funziona Senza Vapore), bebe do pós-punk inglês. Já a regravação, mais lenta e melancólica, é moldada à forma do mangue, através de percussão e a guitarra de Lúcio Maia.

Da ponte aérea SPxPE, ganhamos a influência Inglaterra x Brasil. América do Sul x Europa. Tudo em um movimento só.

A música é universal.

Garimpo · Música

Garimpo: Chico Science & Nação Zumbi – Lixo do Mangue/Da Lama ao Caos (Ao Vivo no Montreux Jazz Festival, Suíça, 1995)

Em 1995, Chico e a Nação Zumbi atravessaram o oceano rumo ao Festival de Montreux, na Suíça, um dos mais tradicionais e prestigiados de todo o planeta. E na hora de tocar “Da Lama Ao Caos”, o mundo veio abaixo.

Após uma breve introdução com a instrumental “Lixo do Mangue”, percussão e guitarra entraram em uma sintonia pesada, como se um vulcão tivesse anunciando sua erupção. De repente, o grupo tomou conta do palco como poucos, deixando os gringos em transe.

Autenticidade, fator que anda tão escasso na classe artística mainstream brasileira, transbordava em Chico Science.

Se sua música atravessou a lama e chegou à selva de pedra há décadas, hoje, ela bate de frente em um rígido muro invisível que assombra o Brasil: o caos. É só dar atenção às suas letras. Parece que foram feitas ontem.

Garimpo · Música

Garimpo: Primeira do ano!

Ano novo, promessas antigas. Sempre que passamos pela transição do 31 de dezembro para o dia 1 de janeiro, prometemos a nós mesmos inúmeras mudanças que no fundo, bem lá no fundo, sabemos que são meras ilusões se não decidirmos colocá-las em prática o mais rápido possível. Eu fiz as minhas, admito, mas uma delas já estou colocando em prática… Ou pelo menos tentando. E você?