Direto do Forno · Música

Lenny Pistol – (Still Losing) The Control (Single)

O vídeo de “(Still Losing) The Control)”, single mais recente do Lenny Pistol, é uma viagem. O filtro de VHS somado à colagens e cores púrpuras são ótimos complementos à música, levada por uma guitarrinha psicodélica e a voz preguiçosa e charmosa de Lenny. A letra parece narrar um sonho ou, melhor ainda, um passeio lisérgico.

Lenny Pistol é um dos artistas que mais gostei de conhecer nos últimos anos. Original, ele usa suas referências para passear entre o pop e o indie, sem parecer “comercial” (não gosto desse termo, mas ok) demais, e nem tão underground assim. Escrevi sobre o EP de estreia dele aqui.

Se vem um disco novo em breve, ainda não foi anunciado. Mas “(Still Losing) The Control)” seria o anúncio ideal para isso.

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O Primeiro Disco do FLOWERS: Doom City

É triste admitir, mas a atividade ouvir música no atual mundo tecnológico mudou. As plataformas de streaming facilitaram o acesso, mas a forma como essas empresas enxergam a quarta arte é desanimadora. Ouvintes agora são consumidores, e a ideia de discos/álbuns, conceituais ou não, parece esvair-se lentamente.

Afinal, as playlists estão aí para isso. Na dúvida do que ouvir (para não dizer preguiça), é mais fácil selecionar o aleatório e pronto, o próprio serviço escolhe o que você vai ouvir. Ganha-se tempo, mas perde-se inovação, ideia, e o melhor: o prazer em selecionar o que escutar.

Doom City, o primeiro disco do FLOWERS, vai na contramão dessa realidade. Criado em cima de um conceito, é um trabalho para ser ouvido por completo, em sequência, sem interrupções. Aqui, som, imagem e ideia se entrelaçam em um único projeto, levando o ouvinte a passear por um mundo distópico, arrasado e, provavelmente, sem esperança alguma, não muito diferente do que a nossa realidade.

São sete faixas regadas com muitos riffs de guitarra e uma bateria que mais parece um esmagar de ossos de tão pesada. Por se tratar de uma dupla, tal feito torna-se ainda mais instigante.

Se em dado momento de “Chemical Burn”, por exemplo, o ouvinte se distrair, em poucos segundos a canção o trás de volta ao seu universo, pois a troca de tempos é uma constante. Em um instante, predomina a referência ao doom metal, com um andamento mais denso, consistente. Na mesma canção, porém, as colegas resolvem quebrar a barreira e acelerar o ritmo, intensificando a sensação de angústia em distorções características do rock desértico à la Kyuss e a bateria, claro, ainda mais ameaçadora.

Essas mudanças no tempo das músicas, tal qual as mudanças climáticas que o nosso planeta sofre de forma tão drástica nos últimos anos, faz com que as canções mais longas como “Doom City Prologue”, “Flammable High” e a já citada acima sejam as melhores do álbum.

Doom City saiu no dia 10 de setembro desse ano, pela Luik Records. Mais um ponto positivo para o selo belga.

1. Doom City Prologue
2. Flat Tired Chuck
3. Hot Dog Cigarette
4. Chemical Burn
5. Cedar’s Theme
6. Flammable High
7. Island View

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FLOWERS – Flat Tired Chuck (Single)

Após apresentar artistas como Lenny Pistol, Jeremy Walch e o Endless Dive, trago mais uma novidade do selo belga Luik Records, um dos meus favoritos da atualidade. Trata-se do FLOWERS.

O projeto é idealizado por duas mulheres: Roos Pollmann (Juanita), que comanda as canções com um vocal rasgado e raivoso e guitarras de peso que passeiam pelos riffs sujos do stoner aos viajantes do space rock , e Judith van Oostrum (Juju), cuja bateria se destaca pela precisão e peso na medida certa.

Pouco mais de um ano após soltarem um interessante EP de estreia, o duo se prepara para lançar seu primeiro disco cheio, intitulado DOOM CITY. Segundo release oficial,

“Doom City é um álbum conceitual sobre um decadente, abandonado e isolado local industrial em um deserto vazio e sem recursos. Cada canção é sobre um aspecto dessa cidade; um líder político cantando para os habitantes, uma briga em uma fábrica, a visão geral da cidade, a vista da ilha (e o narrador) pensando sobre a cidade, etc. A cidade é uma metáfora para o patriarcado e o sistema de gênero binário – é insustentável, é desafiador sobreviver, é preciso se decompor para dar lugar a um novo modo de vida.”

Ouça abaixo “Flat Tired Chuck”, primeiro single do disco, programado para ser lançado no dia 10 de setembro desse ano.

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Jeremy Walch – Jolly Birds (Single)

Músicas como “Jolly Birds” fazem do selo belga Luik Records um dos mais legais que conheci desde que iniciei o Numa Sexta.

Jeremy Walch é mais uma das figuras que movimentam as atividades da gravadora e tem um álbum saindo do forno dia 19 do próximo mês, intitulado Scarlet.

Levada por guitarras levemente psicodélicas, a melodia pop agradável e dançante do single “Jolly Birds contagia o ouvinte. E como o próprio artista afirma, é tudo feito em casa.

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O novo do Lenny Pistol: Pistil Boy EP

Melodias tímidas, agradáveis, baixa fidelidade no som e muita melancolia. Assim é a estreia de Lenny Pistol com seu “Pistil Boy EP”, que chega hoje, primeiro de fevereiro, pelo selo belga Luik Records.

São várias as influências. Do rap lo-fi na faixa-título e em “Ashamed”, à inclusão de algumas guitarras (dessas que os indies dos século XXI gostam tanto), até o folk em “Despise”, single que fora comentado antes aqui no blog e que é o ponto alto do EP.

Apesar de curto no quesito tempo, “Pistil Boy EP” é rico em sonoridade, por mostrar a destreza do artista em navegar em vários estilos diferentes, sem soar repetitivo ou cópia de alguém. Não é algo que irá mudar o mundo, mas é um bom cartão de visitas.

1. Pistil Boy
2. Ashamed
3. Cold Walls
4. Despise
5. Liquor Shop
6. Miles Away
7. Heading For Your Mind

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Lenny Pistol – Despise (Single)

Quietude é o substantivo que melhor define “Despise”, o mais novo single liberado por Lenny Pistol para o seu trabalho de estreia, o EP intitulado “Pistill Boy”, que ganhará vida em primeiro de fevereiro.

Fiel à estética lo-fi, o garoto é munido somente de um violão e alguns tímidos elementos eletrônicos, que acompanham sua doce e calma voz lentamente, como um pequeno transe acústico. O repeat já foi pressionado por aqui cinco vezes, no mínimo.

O EP chega através da Luik Records, uma interessante gravadora belga focada em projetos dos mais variados estilos. Vale a conferida.

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Outgrown (Part I) – Endless Dive (Single)

Vem do município belga de Tournai uma interessante banda de post-rock: Endless Dive. Os conheci no Youtube, em um canal voltado especificamente para discos do estilo. Na época, eles só haviam lançado um belo EP homônimo, datado de 2016. Porém, no próximo ano, a banda lançará seu primeiro disco cheio.

Intitulado como “Falltime”, a previsão para a chegada desse trabalho é o dia 21 de janeiro, pela também belga Luik Records. Ele contará com 10 faixas, sendo que uma já foi liberada como single.

“Outgrown (Part I)” é de uma delicadeza emocionante, porém seu final inesperado deixa-a vaga, muito por se tratar de uma canção de duas partes. Sua continuação certamente se dará na parte II.