Garimpo · Língua Presa · Música

Quatro Músicas do R.E.M.

Hoje meu dia inteiro foi regado à R.E.M. Ouvi em sequência quatros discos da banda, e minha admiração por eles só aumentou. Foram eles: Out of Time (1991), Document (1987), Monster (1994) e Automatic For The People (1992).

Já conhecia os álbuns em questão, mas a cada audição, uma música ganha atenção a mais, outra é sentida de outra forma, mais uma vira favorita, e assim vai.

Escolhi uma de cada um deles, claro, fugindo das óbvias mais conhecidas. Mas é bom registrar que mesmo as canções clichês do R.E.M. são espetaculares.

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Dinosaur Jr. – I Ran Away (Single)

Parece que os “vovôs” J. Mascis, Lou Barlow e Murph, a tríade clássica do Dinosaur Jr., ainda têm muitas ideias para queimar e transformar em música. Vem aí Sweep It Into Space, o décimo-segundo álbum de estúdio da banda, que ganhará forma em 23 de abril desse ano, via Jagjaguwar.

São mais de trinta anos de carreira mantendo a mesma fórmula, e ainda assim o Dinosaur Jr. não fica chato ou enjoativo. O single “I Ran Away” está aí como prova. Uma divertida canção pop, onde os instrumentos estão todos alinhados e sem excessos, e ao final J. Mascis manda um solo um pouco mais barulhento, mas nada explosivo como os anos áureos da banda.

Chega a ser repetitivo, mas como é bom ver bandas assim ainda na ativa, criando músicas novas por amor.

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Guided By Voices – Haircut Sphinx (Single)

Já vi texto de gente virando a cara, já vi gente que se empolga às alturas (faço parte desse grupo), mas fato é que a cada novo lançamento do Guided By Voices, o universo da música direciona sua atenção à gangue de Robert Pollard, ainda mais agora que os caras estão prestes a lançar o seu TRIGÉSIMO disco.

Mirrored Aztec chega no final de agosto, no dia 25, e já conta com um single disponível: “Haircut Sphinx”, um rockzinho dançante com pouco mais de dois minutos que você encontra aos montes no catálogo do grupo. Além disso, a capa do disco é uma das mais bonitas que a banda já teve.

Confira abaixo.

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O Novo do Korto: EP

Se me falassem que o trio francês Korto viesse direto dos anos noventa, eu acreditaria fácil, fácil. A guitarra frenética e psicodélica remete a bandas como Truly (que também era um trio) e o Hazel, com o vocal distante, como se ecoasse de algum lugar além da música, e a bateria que permanece ativa à exaustão, como se não cansasse.

EP, simples assim, é o nome do disquinho com quatro canções somente, todas psicodélicas, bebendo do krautrock, space rock e do indie noventista, cujas guitarras dão o poder que as músicas merecem e o baixo pulsa como um coração desgovernado, tudum tudum tudum tudum, sem medo de que infarte a qualquer momento. Enquanto a cozinha dá o andamento agitado das músicas, a guitarra faz seu trabalho à parte, indo e voltando em arpejos, solos e passagens atmosféricas.

Por ser um trio, meu apreço fica ainda maior, são três cabeças apenas fazendo um barulho que muita banda pena para fazer, e com mais integrantes.

O trabalho saiu pelo selo Six Tonnes De Chair Records, também francês. Se o leitor me perguntasse qual música ouvir, eu diria: todas.


1. Mob
2. No Shit
3. Dottt
4. Tempor 

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O novo do Junodream: Terrible Things That Could Happen EP

Estranho o suspense que se desenhou até o lançamento oficial do EP completo, pois cada canção foi disponibilizada por vez, em um intervalo, digamos, curioso, já que o trabalho é composto por apenas três músicas. Não seria mais prático disponibilizá-lo inteiro de uma vez? Enfim, vamos ao principal.

Curiosamente, a última delas, “Sweet Nothing”, é a mais sem graça. Toda energia nostálgica que se firma na faixa-título, recheada de distorção e lamentos e é mantida na sequência, “Odd Behavior”, é contrastada na derradeira canção de encerramento, com um andamento mais lento e sem tanta sujeira nas guitarras e mais melancólica que o necessário.

Ainda sem um disco cheio em seu catálogo, a Junodream já tem um público base e uma identidade. Agora só falta desenvolver melhor a sua música, que já é capaz de encantar os ouvintes mais atentos.

1. Terrible Things That Could Happen
2. Odd Behaviour
3. Sweet Nothing

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Swervedriver – Mary Winter (Single)

Um dos maiores expoentes do shoegaze nos anos 90, o Swervedriver está com novo disco chegando, o segundo após um hiato que durou quinze anos.

Para anunciá-lo, a banda lançou o single “Mary Winter”, com raízes fortes na sonoridade mais clássica do estilo, cheio de camadas de guitarra ao fundo e a voz quase sussurrada. O vídeo em si é uma bela viagem, tal qual a canção. Abaixo você pode conferir a capa de “Future Ruins”, bem como ouvir o single.

A Dangerbird Records prepara o novo álbum para o dia 25 de janeiro do próximo ano.

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The Smashing Pumpkins – Untitled (Vídeo)

O primeiro CD dos Smashing Pumpkins que comprei foi o “Rotten Apples”, de 2001, que nada mais é do que um greatest hits que engloba todas as fases da banda até então.

“Untitled” é a única faixa inédita desse lançamento e foi a última gravada pela banda até o seu primeiro fim, lá no início dos anos 2000. Agora, quase duas décadas depois, a banda (já reformulada) libera um videoclipe para a canção, um epitáfio da fase áurea de Billy Corgan e companhia.

O vídeo nada mais é do que trechos e cortes da banda se apresentando ao vivo, bastidores de viagens e Billy gravando os vocais da faixa. O que pode ser um deleite para os fãs mais antigos são as imagens da antiga baixista, D’arcy Wretzky, que nunca mais retornou à banda.

A poucos dias do lançamento do novo disco, fica a aposta na nostalgia para atrair seus fãs.

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Guided By Voices – Cohesive Scoops

Imagino que Robert Pollard deva ser o mais incansável cantor e compositor que já pisou nesse planeta. Seja com o Guided By Voices, seu principal trabalho, seja com os trabalhos paralelos, o cara não para nunca. Todo ano recebemos uma enxurrada de lançamentos de sua autoria.

“Cohesive Scoops”, o single mais recente, tem uma história interessante: estará presente no vinil de sete polegadas “100 Dougs”, com lançamento para dezembro desse ano, e no disco “Warp And Woof”, que chegará às lojas em abril de 2019.

O curioso nesse meio é que a banda já havia anunciado um disco duplo para fevereiro do ano que vem, intitulado “Zeppelin Over China”, e Pollard gravou por completo “Warp And Woof” durante as pausas das gravações. No total (considerando somente o “disco paralelo”), serão 24 canções que duram pouco mais do que 37 minutos. Acho que só Omar Rodriguez-Lopez conseguiria tal façanha.

Sobre a canção em destaque, um pop lo-fi perfeito que dura 91 segundos. Rápido e certeiro, como já ouvimos há duas décadas nos clássicos “Bee Thousand” (1994) e “Alien Lanes” (1995).

Robert Pollard merecia uma estátua pela sua contribuição à arte.

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Garimpo: Anemone – The Brian Jonestown Massacre

Talvez a música mais conhecida do Brian Jonestown Massacre, “Anemone” é uma visita à psicodelia sessentista, cumprindo bem o seu papel. Não por acaso, está presente no disco “Their Satanic Majesties’ Second Request” (1996), referência clara ao controverso e bom disco dos Stones, lançado em 1967 e muito viajado.

A voz preguiçosa de Anton Newcombe dá todo o charme da canção, e a letra, apesar de ser meio “bobinha”, não deixa de ser interessante.

Confira abaixo a versão de estúdio e uma ao vivo para o canal Cardinal Sessions.