Direto do Forno · Música

Billy Corgan – 1979 (Ao Vivo no Howard Stern Show)

Em meio ao lançamento do mais recente álbum do Smashing Pumpkins (farei um texto sobre em breve), Billy Corgan foi o convidado do Howard Stern Show, tradicional programa de rádio lá dos states.

Munido somente com um violão, Billy tocou um dos mais belos e grandes sucessos de sua banda, “1979”, em uma apresentação emocionante.

“1979”  foi um dos singles de “Mellon Collie and the Infinite Sadness”, disco duplo lançado em 1995 e considerado um dos grandes trabalhos dos anos 90. Como single, seu lançamento foi em 1996. A canção possui uma melodia bem melancólica e serve como uma ode ao passado.

Confira abaixo a apresentação.

Música

O Homem Das Mil Vozes

(Atualização: Esse mesmo texto também foi postado no blog da Immagine. Link aqui.)

Chega a ser clichê referir-se a Mike Patton como “o homem das mil vozes” dentro do cenário musical, devido ao imenso talento que possui e em como seu dom já atingiu os mais diversos públicos. Para quem já navegou do underground ao mainstream, indo e voltando por diversos estilos diferentes, Patton já tem provas mais do que suficientes para tal título.

Sua habilidade vocal impressiona. Patton consegue ir de um gutural raivoso para uma afinação mais melódica em questão de segundos, isso até na mesma música. Veja abaixo, em uma apresentação com o Mr. Bungle. Por volta dos dois minutos e vinte segundos é possível ter noção dessa transição vocal que ele faz. E o mais impressionante: ao vivo!

Depois que atingiu o estrelato à frente do Faith No More, lá no início dos anos noventa, o cara não parou mais: fundou vários projetos, fez parcerias com artistas dos mais diferentes níveis, passeou por diversos estilos e também trabalhou com trilhas sonoras de filmes e videogames. Também criou a Ipecac Recordings, uma gravadora que lança atualmente artistas que seguem sua mesma linha experimental.

Seu trabalho mais recente é o Dead Cross, que fundou com seu ex-parceiro do Fantômas, Dave Lombardo (ex-Slayer). Aqui o som é extremamente pesado, um hardcore punk bem rápido e agressivo, que soa ainda melhor (novamente) ao vivo. Veja.

Em 2013, tive o prazer de ver o Mike Patton ao vivo no Lollapalooza com o Tomahawk, uma de suas bandas mais interessantes. Veja abaixo a apresentação da canção “God Hates A Coward” (se vires um espantalho gigante e de óculos escuros balançando a cabeça, sou eu):

Seja com o Faith No More, Fantômas, Tomahawk, Peeping Tom, Lovage, Dead Cross, suas trilhas sonoras ou as participações com outros artistas, não importa: ele se entrega de forma total em qualquer trabalho. De todos os vocalistas vivos, o considero o melhor. Caso o leitor tenha curiosidade em conhecer melhor a sua discografia, comece pelo Faith No More, é o “mais acessível”.

Língua Presa · Não Ao Futebol Moderno

Não Ao Futebol Moderno #00: O Futebol Cearense em 2018

Estava esperando o início da temporada 2019 para dar o pontapé inicial na coluna “Não Ao Futebol Moderno” aqui no blog, onde pretendo discorrer sobre o futebol brasileiro na sua mais pura essência, longe da modernização que ele sofreu nos últimos anos.

Porém, faço aqui uma espécie de abertura não-oficial (um protótipo) da coluna para falar sobre os feitos do futebol cearense em 2018 que, creio eu, seja motivo de muito orgulho para o estado e que deixaram-me encantados. Afinal, eles abocanharam nada menos do que DOIS TÍTULOS NACIONAIS nesse ano, um feito gigante para uma terra que possui times de muita tradição, mas que, no campo, o cenário foi muito duro nas últimas temporadas.

O primeiro dos dois títulos foi do Ferroviário, que sagrou-se campeão nacional da Série D, vencendo o Treze-PB na final. O Ferrão, como é conhecido, estava na fila há 23 anos sem um título sequer, e quebrou a sequência incômoda logo com um campeonato a nível nacional. Perdeu em Campina Grande-PB por 1×0 e sapecou 3×0 na volta, em Fortaleza-CE.

Considerado por muitos como a terceira força do estado, o clube agora busca ascender ainda mais em âmbito nacional, já que disputará a terceira divisão no próximo ano. Seria importante também quebrar o jejum de títulos estaduais, já que o último, conforme dito acima, foi vencido há mais de duas décadas.


Fonte: Site oficial do Ferroviário Atlético Clube

Um dos rivais do Ferroviário, o Fortaleza também levantou um caneco nacional esse ano, só que ainda mais expressivo. O time comandado por Rogério Ceni sagrou-se CAMPEÃO BRASILEIRO DA SÉRIE B em pleno centenário, o primeiro título do clube na competição, após ser vice por duas oportunidades. Também marca o debut de títulos de Rogério em sua nova função.

Com uma campanha irretocável, o clube se manteve no topo praticamente por toda o campeonato, e martelou o título ao vencer o Avaí-SC, lá na Ressacada, por 0x1, com um gol no último lance da partida. E essa foi uma das forças do Fortaleza na série B: as partidas fora de casa. O time foi um ótimo visitante, vide a partida contra o Guarani-SP em Campinas, vencida pelos cearenses por 2×3, após estarem perdendo por 2×0.

A expectativa agora, não só dos torcedores, mas também dos jornalistas e das pessoas que acompanham o futebol nacional, é saber se a equipe terá forças o suficiente para uma boa campanha na primeira divisão nacional no ano que vem.


Fonte: O Povo Online

Além dos feitos extraordinários das duas equipes que compõem o tradicional Clássico das Cores, devemos também prestigiar o Ceará, que, aparentemente, tem plenas condições de permanecer na série A do ano que vem. Assim, teremos mais um grande clássico movimentando o Campeonato Brasileiro.

Fica também a torcida para que o CSA-AL consiga o seu acesso no próximo final de semana, quando visita o já rebaixado Juventude-RS lá em Caxias e depende apenas de si para carimbar a sua promoção à Série A de 2019. Convenhamos que, após passar quase o campeonato por completo no G4, ficar de fora seria uma grande tragédia.

Portanto, viva o futebol nordestino e que cada vez mais clubes de outros estados possam arrancar do eixo Rio-São Paulo as frentes do cenário futebolístico brasileiro.

Não ao futebol moderno!

Direto do Forno · Música

Alice In Chains – Never Fade (Vídeo)

Falei aqui sobre “Rainier Fog”, o novo trabalho de estúdio lançado pelo Alice in Chains em 2018 e em como esse disco marca o auge criativo e de entrosamento da banda.

“Never Fade”, a pesada penúltima canção do disco, ganhou um videoclipe bem misterioso e que, ao que parece, terá uma continuação.

Um detalhe curioso: a guitarra usada por Jerry Cantrell é a mesma que vemos nos vídeos de “We Die Young” e “Them Bones”, que saíram lá no início dos anos noventa. A mentalidade da banda visa o futuro, mas eles fazem questão de seguir resgatando e prestigiando o seu passado.

+Filmes

Joe Pesci em “Goodfellas”: “Funny how?”

“Goodfellas” (“Os Bons Companheiros” no Brasil) é um dos filmes mais aclamados de Martin Scorsese. Lançado em 1990, apresenta Ray Liotta em sua melhor forma como o protagonista da película e Robert De Niro dispensa comentários, mas é Joe Pesci que rouba a cena com uma atuação espetacular.

Apesar de não ser meu filme favorito do diretor (nem o segundo, nem o terceiro), a cena em que o personagem de Pesci, Tommy DeVito, finge estar irritado com um comentário feito por Henry, personagem de Ray Liotta, é uma das mais hilárias que já vi. Tensa e engraçada ao mesmo tempo. Filmes de comédia, cuja natureza é justamente fazer o espectador rir, não atingem tal feito como o “funny how” de Joe Pesci. Confira abaixo e assista o filme, pois não irá se arrepender.

 

Direto do Forno · Música

Swervedriver – Mary Winter (Single)

Um dos maiores expoentes do shoegaze nos anos 90, o Swervedriver está com novo disco chegando, o segundo após um hiato que durou quinze anos.

Para anunciá-lo, a banda lançou o single “Mary Winter”, com raízes fortes na sonoridade mais clássica do estilo, cheio de camadas de guitarra ao fundo e a voz quase sussurrada. O vídeo em si é uma bela viagem, tal qual a canção. Abaixo você pode conferir a capa de “Future Ruins”, bem como ouvir o single.

A Dangerbird Records prepara o novo álbum para o dia 25 de janeiro do próximo ano.

Direto do Forno · Música

Tess Parks & Anton Newcombe – French Monday Afternoon (Vídeo)

Um pessoal reunido num quarto com bastante bebida, cigarros, cabelos bagunçados, pandeiros, velas e um clima bem picante. Assim é o vídeo de “French Monday Afternoon”, canção presente no segundo disco que Tess Parks e Anton Newcombe lançaram em conjunto.

Rodado inteiro em preto e branco e dirigido pela própria artista canadense junto com o fotógrafo Ruari Meehan, a película é a terceira parceria entre os dois só nesse álbum, já que ambos também assinaram a direção dos vídeos de “Right On” e “Please Never Die” (veja-os aqui). Sobre o vídeo em questão, é um retrato fiel da viagem sonora provocada pela obra de dois grandes artistas da cena psicodélica atual.

A colaboração entre Tess Parks e Anton Newcombe rendeu, até o momento, o melhor disco de 2018. Escrevi sobre ele aqui.

Garimpo · Música

Garimpo: 2 Covers do Radiohead por John Frusciante

John Frusciante sofre de um sério problema chamado fãs xiitas. Sim, aqueles que endeusam seus artistas preferidos, tratam tudo que eles fazem como algo genial, acima da média e que jamais aceitam críticas sobre o endeusado.

Desconsiderando isso, é inegável que o cara é talentoso e possui uma discografia solo muito rica, principalmente os discos “To Record Only Water For Ten Days” (2001) e “Shadows Collide With People” (2004), que trazem o ex-guitarrista dos Chili Peppers em uma fase menos experimental, com canções mais fáceis de serem digeridas pelo grande público.

Creio que seja do período entre esses dois discos os dois vídeos abaixo. Munido apenas por um violão, impressiona a emoção que Frusciante insere nas suas versões de “Lucky” e “You And Whose Army?”, duas das melhores canções presentes na extensa discografia do Radiohead.

Experimente e tente não se emocionar.

Direto do Forno · Música

+2 do Green River

Considerada por muitos como a primeira banda “grunge” (odeio esse termo) antes mesmo deste tornar-se um “movimento”, o Green River durou pouco, mas o suficiente para garantir o respeito merecido. Além, claro, de ter sido o embrião de duas bandas fundamentas da cena de Seattle: o Pearl Jam e o Mudhoney.

Para janeiro do ano que se aproxima, a Sub Pop preparou um material de considerável agrado tanto para os saudosistas, quanto para quem deseja conhecer melhor o som que se fazia no final dos anos 80/início dos anos 90.

“Dry As A Bone”, o segundo EP lançado pelo grupo em 1987, e “Rehab Doll”, único disco cheio que os caras soltaram em 1988, ganharão versões de luxo com material inédito, resgatando a história desse grupo que deu início ao último grande momento do rock ‘n’ roll na história da música.

A Sub Pop disponibilizou até o momento apenas duas canções (oficialmente falando): as já conhecidas pelos fãs “Forever Means” e “This Town”, que apresentam bem o que pode-se esperar desse material que vai chegar: muita sujeira e muito barulho.

Direto do Forno · Música

Rival Sons – Back In The Woods

Graças ao grande Gastão Moreira, no seu canal Kazagastão, conheci o Rival Sons, e por coincidência, os caras tão com trabalho novo chegando por aí.

“Back In The Woods” traz o melhor do hard rock setentista, com um punhado de distorção, uma bateria fumegante e backing vocals que lembram os Rolling Stones e os Black Crowes. Porém, o ponto forte mesmo da canção é o vocalista Jay Buchanan, que a conduz com um vocal poderoso e rasgado.

O vídeo é bem psicodélico e navega por uma única figura, um cachorro deitado em um jardim no meio de vários pássaros, focando no que acontece em cada canto da imagem.

“Feral Roots” será o nome do disco, com lançamento para 25 de janeiro pela Low Country Sound/Atlantic Records.

Pesado!