Garimpo · Música

Garimpo: Bobkat’65

Vem da região das Astúrias (ou melhor, do Principado das Astúrias), na Espanha, o trio Bobkat’65, um dos queridinhos da Get Hip Recordings. Composto pela guitarrista e vocalista Ana, a baixista e também vocalista Paula e Diego na bateria, o grupo resgata a alma do garage rock dos anos sessenta e do protopunk no início dos anos setenta. O próprio nome da banda é uma homenagem ao modelo de guitarra Bobkat, famoso naquela época.

Sabe aquele tipo de música que o Tarantino gosta de usar em seus filmes? Pois é, o Bobkat’65 cairia bem em uma de suas películas. As canções são rápidas, geralmente o vocal é dividido entre Ana e Paula e o instrumental é seco, demonstrando a crueza na produção dos trabalhos do trio.

O único disco completo que a banda lançou até hoje chama-se This Lonely Road, lançado em 2017. Outros lançamentos oficiais são o single Gwani/Time, de 2016, e um mais recente, Four Times A Fool​/​Pain Everynight, lançado em dezembro do ano passado. Todos são distribuídos pela Get Hip Recordings e já ecoam pela Europa, promovendo a banda em festivais que ultrapassam as fronteiras de seu país natal.

A maior graça do Bobkat’65 é provar que excessos não são necessários para se fazer música boa. Ouvir todos os trabalhos do trio espanhol em sequência garante bons minutos de diversão.

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The Black Keys – Lo/Hi (Single)

Após uma pausa de duas semanas por motivos de trabalho/feriado, retorno com o blog com uma pancada inesperada: o novo single do The Black Keys, o primeiro lançamento do duo em cinco anos.

Com o som cada vez mais bem trabalhado e se afastando da crueza dos primeiros álbuns, “Lo/Hi” até brinca com o lo-fi no nome, mas tem na sua fonte o rock dos anos setenta mesclado levemente com o R&B.

Pegue o último disco, “Turn Blue”, lá de 2014, e exclua os excessos psicodélicos. O que se percebe em três minutos de canção é um rock’n’roll de qualidade e amadurecido, que faz falta nos dias de hoje.

Ainda não há nenhuma informação a respeito de um novo disco.

Garimpo · Música

Garimpo: All Them Witches (Ao Vivo na KEXP – 01/02/2019)

Via KEXP, tradicional rádio norte-americana, fevereiro deu as caras em 2019 sob uma trilha sonora misteriosa e contagiante. O convidado na data foi o All Them Witches que, agora como um trio, apresentou algumas canções de “ATW”, disco mais recente do grupo, lançado no último ano.

Em plena forma e sem muita enrolação, a apresentação contou com quatro músicas somente, mas o suficiente para prender o ouvinte e deixá-lo atordoado. Um dos aspectos mais interessantes sobre o All Them Witches é misturar o rock’n’roll com texturas mais sombrias, passeando pelo garage rock, o blues e o stoner, mas sem prender-se totalmente a uma dessas vertentes.

Do tracklist, somente a faixa que encerra o programa, “Blood And Sand/Milk And Endless Waters”, não faz parte do disco “ATW”.

Sobre o trabalho mais recente da banda, escrevi sobre ele aqui.

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Vertical Scratchers – Song of Earth (Single)

Tenho uma admiração imensa por power duos. Os exemplos, porém, são escassos, e por esse motivo, sempre que conheço algum novo, o interesse é instantâneo.

O Vertical Scratchers é Christian Beaulieu na bateria e John Schmersal em todo o restante. Ligados à Merge Records, o duo tem somente um único disco lançado até o momento. “Daughter of Everything” chegou em 2014, com quinze canções (curtas, em sua maioria) que mesclam melodias pop com um quê de garage rock. É um som bem gostoso de ouvir, não tão lo-fi como o Guided By Voices, por exemplo, mas também não tão industrializado, digamos assim.

Após quase meia década, a espera por um novo trabalho parece estar terminando. “Song of Earth” é o nome do novo single da dupla, também disponibilizado pela Merge Records. A estética permanece, porém, agora o fator rock de garagem assumiu uma maior parte da canção, com distorções, solos e a bateria bem firme.

Não há informação sobre um novo disco até o momento, mas, mesmo que por nossa parte, a espera é livre.

 

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Bloodshot Bill – Take Me For a Ride (Single)

Após anos integrando o catálogo da Norton Records, Bloodshot Bill mudou de ares. Agora ele faz parte da Goner Records, e é por lá que “Come Get Your Love Right Now”, seu disco mais recente, sairá do forno em 15 de fevereiro, com o melhor do rockabilly e do surf rock.

Para o novo trabalho, ele soltou um único single até agora, “Take Me For a Ride”, um rock’n’roll de garagem seco e certeiro, com pouco mais de dois minutos de pura animação.

Se você não o conhece, veja essa apresentação do artista canadense na KEXP há pouco mais de um ano, e cuidado para não viciar.

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Cosmic Cave – Ex Hex (Single)

Três mulheres. Guitarra, baixo e bateria. É assim, simples e certeiro, que a Ex Hex mantém suas atividades, agora com um novo disco chegando em março de 2019 pela Merge Records, quase cinco anos após “Rips” (2014).

“It’s Real” é o título do trabalho, e contará com dez canções. A escolhida como primeiro single, “Cosmic Cave”, é dançante, animada e imparável. São três minutos cravados do mais puro rock’n’roll de garagem.

O nome do disco deve ser uma brincadeira com o ouvinte: sim, é real o que você está ouvindo. Difícil mesmo é sair do transe causado por essa primeira e ótima fatia do álbum. Só lamento pela capa: poderia ter sido melhor. Bem melhor.

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Hank Wood and the Hammerheads – HEADS (Single)

Ali no título está single, mas como a própria banda o denomina, “HEADS” é um “2-Song Cassingle“, ou seja, um trabalho de duas canções que terá seu formato físico em fita cassete, resgatando o modo que ouvia-se música algumas décadas atrás.

“You Could Have It” e “I’d Rather Be With Me” são as músicas que compõem esse pequeno projeto, mas que causam um belo estrago (no bom sentido) ao ouvinte. Se juntá-las, são quase cinco minutos de porrada sonora influenciada pelo punk rock e pelo rock de garagem meio The Stooges, com guitarras cortantes e velozes e um vocal bem raivoso.

Seu lançamento foi no início do ano, em 4 de janeiro. Apenas enquanto escrevo esse texto, “HEADS” está sendo repetido pela quarta vez.

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The Raconteurs – Sunday Driver/Now That You’re Gone (Single)

A mídia em peso já falou sobre a volta do The Raconteurs na última semana, após um longo período em hiato. O último disco do grupo, “Consolers of the Lonely”, foi lançado em 2008.

Sempre julguei o The Raconteurs como o projeto mais acessível de Jack White, mais até do que o White Stripes. Mesclando rock de garagem com blues, o conjunto faz um som bastante acessível até para quem não se enturma muito nesse meio. Para esse retorno triunfal (bastante esperado), a banda disponibilizou duas músicas de uma só vez.

O single é formado por “Sunday Driver” no lado A e “Now That You’re Gone”, lado B. Ambas as canções ganharam videoclipes muito bem produzidos. A primeira é um rock’n’roll bem cru liderado por Jack White, recheado de guitarras bem sujas.

Já sua companheira de disco é mais voltada para o blues rock, com pitadas de R&B, e o mais interessante: Brendan Benson é o responsável pelos vocais. Apesar do tom mais lento e possuindo os teclados como carro-chefe, percebe-se ao fundo o teor garageiro nos riffs e solos distorcidos de White.

Como eu disse acima: um retorno triunfal.

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Garimpo: The Spinanes – Manos (Relançamento)

O duo The Spinanes pode até não ter estourado durante seus anos de atividade, mas ganhou um status cult que mantém viva a sua memória. Formado pela vocalista e guitarrista Rebecca Gates e pelo baterista Scott Plouf, lançou três discos pela Sub Pop nos anos noventa e só. Um deles, “Manos”, foi lançado em 1993 e até fez certo barulho nas rádios americanas e na MTV, mas nada gigante se compararmos com outras bandas da época. 25 anos depois, a Merge Records relançou o disco, remasterizado e com algumas faixas bônus.

O extingo blog Amor Louco Br (falo sobre ele aqui) também foi o responsável por me apresentar a banda, justamente com o “Manos”. Curti na primeira audição. Uma produção simples e garageira, com muita emoção por trás. É a música em seu estado mais natural. “Spitfire” e “Shellburn”, ambas com linhas de bateria muito interessantes, são as minhas favoritas até hoje. Ouça-o na íntegra abaixo.

Uma curiosidade: você pode ouvir os backing vocals de Rebecca Gates na canção “St. Ides Heaven”, de Elliott Smith.

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+2 do Reverend Horton Heat

O reverendo mais irreverente do rock ‘n’ roll está com um novo disco saindo do forno da Victory Records no próximo dia 30. O trabalho se chamará “Whole New Life” e é o 12º na discografia do artista.

Duas canções já foram liberadas e apresentam o melhor do rockabilly descompromissado e feito para se divertir: “Hog Tyin’ Woman” e a faixa-título. É colocar para tocar e começar a se mexer.