Direto do Forno · Música

+2 do Swans

Na sexta-feira da próxima semana chega ao mundo leaving meaning, o décimo-quinto álbum de estúdio do Swans, uma das bandas mais devastadoras (emocionalmente falando) que descobri esse ano.

Até o exato momento, conhecemos somente dois pedaços do disco: “It’s Coming It’s Real” e “The Hanging Man”, ambas com um ar fantasmagórico e angustiante. Destaco o jogo percussivo da segunda, bem interessante mesmo.

Michael Gira segue certeiro em sua trajetória.

Garimpo · Música

B3

Já faz um bom tempo que o Placebo não lança algo relevante em sua discografia. Da estreia em 1996 até Sleeping With Ghosts (2003), foram quatro ótimos álbuns, incluindo o clássico e insuperável Without You I’m Nothing (1998). Porém, desde então, nada mais relevante saiu do forno do projeto de Brian Molko e Stefan Olsdal (mais algum baterista).

Nesse tempo, foram três discos medianos, dois EP’s, um álbum de covers e registros ao vivo. Considerando apenas esse material instável e bem abaixo da média, retiro um curto trabalho solto em 2012 e que merece uma atenção diferenciada: o EP B3.

São apenas cinco faixas (uma dela é um cover) e que resgatam o brilho tanto instrumental quanto lirista da banda. Molko abre o seu coração e expõe suas angústias como poucos artistas o fazem, vide canções como “The Extra” e a faixa-título, essa última no famoso esquema de versos calmos e refrão mais vibrante.

 

 

Mas o grande destaque do EP é “I Know Where You Live”, que em seu último minuto ganha uma explosão de cordas distorcidas e uma bateria muito forte, em um space rock capaz de levar o ouvinte para fora de si durante a audição.

Não vejo notícias da banda há algum tempo, e mesmo sem a confirmação, parece que os caras estão dando um tempo. Que esse tempo sirva para que Molko coloque as ideias de forma organizada (ou não) e que um novo trabalho saia em breve. Até o Tool já saiu da fila…

 

Direto do Forno · Música

Complemento: Iggy Pop – Sonali (Single)

Engraçado, poucos minutos após o compilado de singles do último post, eis que Iggy Pop resolve nos presentear com mais um aperitivo do seu próximo álbum: “Sonali”.

Curioso é que “Sonali” é o terceiro single do futuro disco e é a melhor canção liberada até agora.

Mais curioso ainda é que Free (o disco) apresenta uma faceta mais experimental do mestre. Mais um para entrar naquela lista de artistas que ficaram ainda melhores com o passar dos anos.

No dia 6 de setembro confirmaremos a expectativa. Ou não.

Direto do Forno · Música

Mais Alguns Singles

Mudando um pouco o formato para sair da mesmice, deixo abaixo alguns singles recentes que valem a pena o leitor conferir.

O Ruby Haunt, que já falei sobre aqui no blog algumas vezes, está com um disco saindo do forno e há alguns dias soltou o terceiro single desse projeto, “Curtain Call”. A canção segue a mesma ambientação nostálgica e melancólica das anteriores, do jeito que eu gosto.

Também com um terceiro single disponível, a parceria entre Mike Patton e Jean-Claude Vannier tem o suficiente para ser um dos trabalhos mais interessantes do ano. Versáteis e altamente criativos, a peça da vez é “Browning”. O álbum completo será lançado no dia 13 do próximo mês.

Por último, uma banda que ganhou status de cult nos últimos anos aqui na internet, a Cigarettes After Sex pode soar bem deprê no começo da audição, mas aos poucos o clima de intensa tristeza é absorvido e torna-se apreço. Etérea, calma e bem produzido, o som da banda remete ao Ruby Haunt, o que é um baita de um elogio.

“Heavenly” é a primeira amostra de Cry, o próximo trabalho do conjunto e que ganhará vida em 25 de outubro.

 

Há quem diga que não se fazem mais músicas boas como antigamente. Eu digo que é preguiça de procurar.

Garimpo · Música

Garimpo: The Brian Jonestown Massacre Ao Vivo em Londres (2018, Cardinal Sessions)

Em outubro de 2018, Anton Newcombe e sua gangue fizeram um show espetacular no O2 Kentish Town, em Londres. Para registrar a apresentação, a equipa da Cardinal Sessions acompanhou a banda, gravou, editou e postou por completo no Youtube as duas horas de pura catarse musical que aquele palco presenciou.

Totalmente em preto e branco e captando a essência do trabalho do The Brian Jonestown Massacre, é um registro daqueles que se tornam marcantes com o passar do tempo.

Diversos · Música

A Volta do Mr. Bungle

É apenas para o ano que vem, mas já podemos considerar que o MR. BUNGLE ESTÁ DE VOLTA!

Uma das bandas mais inventivas e loucas que já pisaram nesse planeta, o Mr. Bungle foi o principal projeto do Mike Patton por anos, até assumir a frente do Faith No More (e uma infinidade de grupos posteriores).

Anunciado de forma oficial através de uma conta no Instagram, a banda performará, até agora, em seis datas de fevereiro de 2020. Além dos membros da formação original Patton, Trevor Dunn e  Trey Spruance, dois ilustres convidados participarão das apresentações: Dave Lombardo (Slayer, Suicidal Tendencies, Fântomas) e Scott Ian (Anthrax).

Por enquanto, o principal set das apresentações será a demo The Raging Wrath of The Easter Bunny, lançada em 1986 e que é puro death/thrash metal. Uma maravilha!

Direto do Forno · Música

Tool – Fear Inoculum (Single)

Caro leitor, aconteceu. A internet parou, os planetas pararam, a humanidade parou. O que muitos acharam que nunca mais aconteceria, finalmente saiu da imaginação e faz parte da nossa realidade: o Tool irá lançar sim um novo disco esse ano, no dia 30 de agosto, e hoje já podemos ouvir o seu primeiro single.

O novo trabalho já tem nome: Fear Inoculum, e a faixa-título foi liberada para audição. São dez minutos de viagem ao inconsciente, como toda a obra do grupo.

É difícil falar sobre o Tool sem deixar a emoção de lado, pois é a minha banda favorita. É música que transcende a experiência do sentir. Ao finalizar a audição, fiquei estático olhando para o computador de tanta emoção.

Mal posso esperar pelo disco completo, porém, paciência. Ao menos, ainda bem, já sabemos que ele chegará.

Garimpo · Música

Garimpo: Soda Stereo – Dynamo (Ao Vivo no Fax En Concierto, 1992)

Há quem diga que nenhuma banda supera o Soda Stereo no gosto popular argentino. Nem mesmo os Beatles. Para nossos vizinhos, o trio liderado por Gustavo Cerati é uma espécie de deus musical.

Admito que conheço bem pouco do trabalho completo da banda, mas tem um disco que guardo com muito carinho nas minhas audições. Dynamo, de 1992, é, sem dúvidas, completamente à frente de seu tempo. Brincando com os ecos do shoegaze que borbulhavam na Europa naquela época + efeitos eletrônicos + muita dissonância nos acordes, é como se o disco tivesse sido lançado na última década. Ou ano passado. Sem exagero. Costumo chamá-lo de “Loveless latino”.

Um dos shows da turnê de lançamento do Dynamo foi em um programa de TV, uma espécie de talk show local chamado Fax En Concierto, onde nove das doze músicas foram executadas ao vivo. O áudio é ótimo e a banda, meus amigos, impecável, assim como a platéia. Sem celulares, tablets ou eletrônicos, apenas pessoas se divertindo e aproveitando o momento.

Direto do Forno · Música

A Estreia do The Quiet Temple

A introdução que fiz ao The Quiet Temple quando escrevi sobre o primeiro single do projeto serve muito bem como um resumo de todo o seu álbum de estreia, auto-intitulado:

“O estreante The Quiet Temple, por exemplo, tem a tag jazz como identificador em sua página. E num primeiro momento, sim, jazz caberia bem como um rótulo. No final dos quase oito minutos de “The Last Opium Den (On Earth)”, o primeiro single de seu disco de estreia, o ouvinte sabe que a fronteira vai muito mais além.”

Pelas variações de tempo, diversificação instrumental e alterações de clima, vejo uma clara influência do Talk Talk, principalmente de seu último disco, Laughing Stock, de 1991. Por coincidência (ou não), até o número de faixas é o mesmo.

Alguns desses resquícios permeiam na atmosfera jazzística de canções como “The Bible Black” e “Noah’s Theme”, com o sopro ao fundo aparecendo vez ou outra, acrescentando um charme na canção.

“Shades of Gemini”, a mais longa, tem em seu destaque o baixo regente, que possibilita o improviso e o experimento dos metais de forma caótica e hipnotizante. A partir dos seis minutos, o jogo musical ganha o acréscimo de uma guitarra-solo enfurecida, que chega a todo volume e torna a experiência ainda melhor. É a brisa matinal que toma forma até atingir o nível de um furacão.

O final também longo com “Utopia & Visions” transforma a euforia em uma construção mais cadenciada e quieta, mantendo uma constância tranquila até o seu desfecho.

Como o nome sugere, The Quiet Temple é um disco estranho para dias atuais, pois exige atenção para os mínimos toques e, principalmente, tempo, algo cada vez mais escasso na correria cotidiana. Serão necessárias, duas, três ou até mais audições para captar todos os detalhes do álbum, mas é um exercício que vale cada neurônio gasto.

1. The Last Opium Den (On Earth
2. The Bible Black
3. Shades Of Gemini
4. X Rated
5. Noah’s Theme
6. Utopia & Visions

Direto do Forno · Música

Wilco – Love Is Everywhere [Beware] (Single)

É difícil segurar a empolgação quando uma banda ou artista que gosto bastante divulga um novo trabalho, mas quando o nome faz parte de sua lista de “favoritos”, é impossível não aguardar algo grandioso.

O Wilco faz parte da minha vida há anos e sua música é trilha sonora de momentos de suma importância para mim. Por isso, descobrir que eles estão com um disco pronto para sair do forno ainda esse ano foi motivo de pura euforia por aqui.

“Love Is Everywhere (Beware)” é o primeiro single de Ode To Joy, o décimo primeiro álbum do conjunto liderado por Jeff Tweedy, que chega à Terra por completo no dia 04 de outubro. O selo responsável pelo lançamento pertence à própria banda e se chama dBpm Records.

O Wilco vem de dois discos que não causaram tanto alarde (Star Wars, de 2015, e Schmilco, de 2016) , mas que expandiram ainda mais o som da banda para além das fronteiras do folk/alt.country, e parece que assim eles permanecem: em busca de novos horizontes sonoros.