Direto do Forno · Música

Brant Bjork – Guerrilla Funk (Single)

Durou quase uma década o intervalo entre a gravação e o lançamento de “Jacoozzi”, disco que Brant Bjork gravou e deixou engavetado todo esse tempo, até ser resgatado da poeira para o ouvido de seus apreciadores.

Conforme o release do selo que lançará o disco, o Heavy Psych Sounds Records, em 2010 Bjork adentrou num estúdio na região de Joshua Tree, Califórnia, e durante quatro dias gravou algumas jams sessions por conta própria. Desse improviso, saíram oito canções que o artista empacotou e as batizou como “Jacoozzi”, deixando-as numa prateleira, sem a intenção de lançá-las oficialmente.

Sentindo-se livre de qualquer tipo de pressão, Bjork afirma que tal experiência o relembrou dos tempos de “Jalamanta” seu álbum solo de estreia que chegou às lojas em 1999. “Guerrilla Funk”, o primeiro pedaço desse misterioso disco que nos é apresentado, tem sim suas semelhanças com o debut do músico.

A peça de sete minutos e meio é puro improviso funk, um experimento que peca um pouco, ao meu ver, pelo excesso. Mas pelo fato de ser uma criação com total liberdade artística por parte de Brant Bjork, executando o que ele sentia ali na hora de seus improvisos, sem se prender a estéticas ou regras, torna o resultado o tanto quanto favorável.

“Jacoozzi” chega por completo no dia 05 de abril deste ano. No final de 2018, o padrinho do stoner rock lançou “Mankind Woman”, seu mais recente disco de estúdio, e escrevi sobre o mesmo aqui.

Garimpo · Música

Garimpo: Brant Bjork – Charlie Gin/Low Desert Punk (Ao Vivo na Klangfarbe)

A Klangfarbe é grande rede de lojas da Áustria, focada na venda de instrumentos musicais, som e aparatos para estúdios. No Youtube, ela mantém um canal com apresentações de diversos artistas em seus estabelecimentos.

Um dos caras que apareceram por lá recentemente foi Brant Bjork, que já falei aqui no Numa Sexta algumas vezes. Inclusive, é dele um dos discos mais legais de 2018.

É uma apresentação curta, pouco mais de sete minutos, e bem natural: apenas voz e violão. Porém, é o suficiente para Bjork mostrar todo o seu talento, seja como instrumentista ou vocalista.

Direto do Forno · Música

Brant Bjork – Too Many Chiefs (Vídeo)

A história da canção “Too Many Chiefs” é interessante. Originalmente, foi escrita para o primeiro disco solo de Brant Bjork, “Jalamanta” (1999), um dos clássicos do desert rock, intitulada “Too Many Chiefs… Not Enough Indians”. Em 2007, a mesma ganhou uma releitura no disco “Tres Dias”, apenas como “Too Many Chiefs”, dessa vez em formato acústico.

O selo Heavy Psych Sounds Records, que adquiriu boa parte da discografia de Bjork, disparou em seu canal no Youtube um vídeo oficial para a canção, que apresenta o artista munido somente de um violão, executando-a em um cenário bem calmo. Esse vídeo tem o intuito de divulgar o disco “Tres Dias”, que agora está disponível em versões exclusivas e limitadas de vinil colorido na loja do próprio selo.

Sobre a música em si, Brant Bjork explana:

“‘Chiefs’, como eu a abrevio, é uma das primeiras músicas que escrevi para aquele que seria meu primeiro disco solo, Jalamanta. Ela viaja comigo por quase 20 anos e agora é como um velho amigo. É uma canção bem pessoal sobre crescer no deserto e ter aquelas experiências diárias de viver em uma cidade pequena, desesperadamente tentando achar alguém para se relacionar. Tentando achar algo autêntico, algo real. Os sentimentos de ser um excluído e usar a sua frustração para abastecer os seus sonhos por algo mais espiritual do que material. O título “Muitos chefes… Poucos Índios” (tradução do título da música) é sobre a obsessão da América por “vencedores”, autoridade e falsos profetas. Sem os índios, os chefes não existiriam.”

Recentemente, Brant Bjork lançou um novo disco, “Mankind Woman”. Escrevi sobre ele aqui.

Direto do Forno · Música

O novo do Brant Bjork: Mankind Woman

Se John Garcia, um dos pilares do stoner/desert rock, anunciou um novo disco para 2019 (confira aqui), e Josh Homme atingiu uma popularidade enorme com o Queens of  the Stone Age, outra figura marcante do estilo deu as caras esse ano com um álbum repleto de influências e viagens sonoras.

Falo de Brant Bjork, ex-baterista do Kyuss e responsável por uma prolífica e elogiada carreira solo. “Mankind Woman” é o nome de seu trabalho mais recente, que chegou à Terra pela Heavy Psych Sounds Records no dia 14 de setembro. O nome da gravadora tem tudo a ver com o som produzido no disco: uma pesada e psicodélica viagem sonora.

Ao contrário dos seus ex-companheiros (e da maioria das bandas da cena), Bjork adota uma sonoridade mais influenciada pelo hard rock dos início dos anos 70 e do funk, mesclando riffs pesados com um groove à la Funkadelic. Dessa forma, ele atinge não só os admiradores que curtem um som mais “porrada”, mas também aqueles que curtem canções mais lisérgicas.

A faixa que abre o disco, “Chocolatize”, segue bem nessa linha de peso com psicodelia, ainda mais com um videoclipe bastante viajado.

Essa mistura também rende outras canções muito boas, como “Pisces”, a minha preferida, “Swagger & Sway” e a faixa-título. A maior parte das linhas de guitarra do disco são conduzidas pelo wah-wah, garantindo um funk de primeira, como a instrumental “Somebody”, talvez a mais viajada de todo o álbum.

No release do disco, presente no site oficial do artista, o termo “D-Funk”, algo como desert funk, é usado como uma das possíveis classificações de “Mankind Woman”. Ao ouvi-lo algumas vezes, afirmo que essa definição é certeira. Pegue um power trio furioso setentista e acrescente uma guitarra extra do Michael Hampton. É dessa fonte que surge o novo trabalho de Brant Bjork.

1. Chocolatize
2. Lazy Wizards
3. Pisces
4. Charlie Gin
5. Mankind Woman
6. Swagger And Sway
7. Somebody
8. Pretty Hairy
9. Brand New Old Times
10. 1968
11. Nation Of Indica