Garimpo · Música

Garimpo: No Idea

Procure no Youtube pelo canal “Vinyl Collector” e surpreenda-se. Dois garotos aparentemente na casa dos 15 anos tocando NA ÍNTEGRA discos como “In Utero” (1993) e “Nevermind” (1991), clássicos absolutos dos anos noventa. Em postagens mais recentes, eles até contam com a participação de um baixista, mas quem toca o projeto mesmo são os dois. Seus nomes são Carl Giannelli e Ethan Williams, e a banda chama-se No Idea.

Se falarmos em lançamentos OFICIAIS, até o momento em que vos escrevo, são apenas dois EP’s, mas o suficiente para apresentar a versatilidade deles.

O primeiro é intitulado “Your Peril”, e deu o ar das graças em 8 de julho de 2017. Apresentado pela própria banda como “ideal para fãs do Queens of the Stone Age/Kyuss, Electric Wizard, Sleep…”, é justamente esse tipo de som que você encontrará. Das quatro canções, três são instrumentais, mas todo o EP é recheado de riffs pesados e uma bateria monstruosa. Ambos os integrantes revezam nos instrumentos, ou seja, Carl e Ethan são multi-instrumentistas, o que garante mais um ponto para eles.

Em “Fungus”, o segundo EP lançado seis meses após seu antecessor, o trabalho é melhor resolvido. Carl Giannelli executa as cordas e canta, e Ethan Williams é o responsável pela bateria.

Também com apenas quatro canções, a sonoridade é muito diferente de “Your Peril”. Agora, temos guitarras menos pesadas, porém, com distorções mais sujas, remetendo às bandas da era de ouro do grunge . Além disso, todas as músicas possuem letras, sendo esse o ponto em que eles ainda podem desenvolver melhor. A julgar pelos vídeos do canal deles no Youtube, a influência do Nirvana e do Green Day (lá dos primórdios) é nítida.

Ver uma banda como o No Idea surgindo, tomando forma e aumentando, mesmo que aos poucos, seu reconhecimento é gratificante. Por serem ainda jovens, o talento deles só tende a ser desenvolvido, e espero ouvir um disco cheio em breve. Em resumo, são dois caras se divertindo fazendo música, buscando uma identidade própria e construindo sua base de admiradores.

Direto do Forno · Música

Guided By Voices – The Rally Boys (Single)

Chego a soar repetitivo, mas a fórmula do novo single do Guided By Voices é a mesma. A canção mal começa e as guitarras já estão correndo, com Pollard soltando os seus versos com a voz enérgica, apesar de já mostrar o seu envelhecimento. A duração segue o padrão: menos de dois minutos.

Quando o ouvinte pensa que virá uma segunda parte, uma estrofe a mais ou até um solo, ela é encerrada. Assim, direto ao ponto, é “The Rally Boys”, mais um anúncio de “Zeppelin Over China”, o disco completo que chega no início de fevereiro.

Direto do Forno · Música

+2 do Green River

Considerada por muitos como a primeira banda “grunge” (odeio esse termo) antes mesmo deste tornar-se um “movimento”, o Green River durou pouco, mas o suficiente para garantir o respeito merecido. Além, claro, de ter sido o embrião de duas bandas fundamentas da cena de Seattle: o Pearl Jam e o Mudhoney.

Para janeiro do ano que se aproxima, a Sub Pop preparou um material de considerável agrado tanto para os saudosistas, quanto para quem deseja conhecer melhor o som que se fazia no final dos anos 80/início dos anos 90.

“Dry As A Bone”, o segundo EP lançado pelo grupo em 1987, e “Rehab Doll”, único disco cheio que os caras soltaram em 1988, ganharão versões de luxo com material inédito, resgatando a história desse grupo que deu início ao último grande momento do rock ‘n’ roll na história da música.

A Sub Pop disponibilizou até o momento apenas duas canções (oficialmente falando): as já conhecidas pelos fãs “Forever Means” e “This Town”, que apresentam bem o que pode-se esperar desse material que vai chegar: muita sujeira e muito barulho.

Direto do Forno · Música

The Smashing Pumpkins – Untitled (Vídeo)

O primeiro CD dos Smashing Pumpkins que comprei foi o “Rotten Apples”, de 2001, que nada mais é do que um greatest hits que engloba todas as fases da banda até então.

“Untitled” é a única faixa inédita desse lançamento e foi a última gravada pela banda até o seu primeiro fim, lá no início dos anos 2000. Agora, quase duas décadas depois, a banda (já reformulada) libera um videoclipe para a canção, um epitáfio da fase áurea de Billy Corgan e companhia.

O vídeo nada mais é do que trechos e cortes da banda se apresentando ao vivo, bastidores de viagens e Billy gravando os vocais da faixa. O que pode ser um deleite para os fãs mais antigos são as imagens da antiga baixista, D’arcy Wretzky, que nunca mais retornou à banda.

A poucos dias do lançamento do novo disco, fica a aposta na nostalgia para atrair seus fãs.

Garimpo · Música

Garimpo: Tonystark

Não, não estou falando do Homem-de-Ferro, mas sim de uma das bandas mais obscuras que conheço.

Lá nos anos 90, época em que o rock alternativo estourou e várias bandas decidiram sair de suas garagens, algumas deram certo, outras deram sorte, mas a maioria não chegou ao estrelato. Digo maioria porque, como é explicado no documentário “Hype!”, de 1996, graças ao sucesso do Nirvana, muita gente quis pegar carona e achou que era possível ser um rockstar. Porém, não era assim tão simples, e muitos desses garageiros caíram no limbo da música, até mesmo no underground.

O Tonystark foi uma dessas bandas que não duraram muito tempo e quase não há informações na rede. Graças ao Allmusic, que possui uma curta biografia do grupo, podemos ter uma leve noção de sua formação e por onde ele tocou.

Com um som bem cru, influenciado pelo punk e pelo rock alternativo característico dos anos 90, a banda lançou somente um EP com cinco músicas, chamado “High Tech Low Life”, em 1998.

Vale a pena dar uma conferida.