Direto do Forno · Música

Guided By Voices – Haircut Sphinx (Single)

Já vi texto de gente virando a cara, já vi gente que se empolga às alturas (faço parte desse grupo), mas fato é que a cada novo lançamento do Guided By Voices, o universo da música direciona sua atenção à gangue de Robert Pollard, ainda mais agora que os caras estão prestes a lançar o seu TRIGÉSIMO disco.

Mirrored Aztec chega no final de agosto, no dia 25, e já conta com um single disponível: “Haircut Sphinx”, um rockzinho dançante com pouco mais de dois minutos que você encontra aos montes no catálogo do grupo. Além disso, a capa do disco é uma das mais bonitas que a banda já teve.

Confira abaixo.

Língua Presa · Música

25 Anos de Alien Lanes

Não fosse pela minha eterna procrastinação, esse texto sairia na data exata do acontecimento. Mas não o fiz, então paciência, vai assim mesmo.

No mês de abril, de forma mais precisa no dia 04, um dos maiores clássicos do rock independente completou 25 anos: Alien Lanes, do Guided By Voices.

Reza a lenda que o contrato dos caras com a Matador Records foi de cem mil dólares para produzir o disco, mas que ele custou ao todo apenas dez pratas (com exceção das cervejas).

O resultado foi um trabalho de vinte e oito faixas e apenas quarenta e um minutos de duração. Apenas seis canções passam os dois minutos de duração, e muitas mal atingem o primeiro minuto. Aqui, o Guided By Voices explorou bem as gravações em quatro canais e mesclou vários estilos entre uma canção e outra.

Apesar do meu favorito ainda ser seu antecessor, Bee Thousand, de 1994, muito mais por memória afetiva (lembrança de um tempo em que o disco foi muito importante para mim), considero o Alien Lanes a porta de entrada principal para quem quiser conhecer a banda. Além do mais, aqui estão algumas de suas melhores músicas, como “Watch Me Jumpstart”, “Motor Away”, “My Valuable Hunting Knife” e, claro, “Game of Pricks”.

O bom do Guided By Voices é que não dá para sentir falta dos caras, pois a cada ano eles lançam uma porrada de discos novos, e para comemorar o vigésimo-quinto aniversário do Alien Lanes, a Matador preparou alguns materiais inéditos. Corre no site ou no Instagram deles e confira, ao mesmo tempo que você pode ouvir abaixo as canções que selecionei do disco.

Crônicas · Língua Presa · Música

A Música Que Explodiu Minha Cabeça

Eu costumava passar madrugadas acordado no computador quando era adolescente, nos bons tempos do Orkut, MSN e jogatinas em excesso. Foi o período em que conheci boa parte das bandas que me acompanham até hoje e nunca me esqueço do dia em que caí no território “grunge” e minha cabeça explodiu ao ouvir “Nearly Lost You”, do Screaming Trees.

Aquela guitarra e bateria combinadas no começo me pegaram desprevenido por volta das 3h da madrugada em uma daquelas noites e não havia uma única alma conhecida acordada naquela hora para que eu pudesse compartilhar minha descoberta.

Estava tão animado com aquele som novo aos meus ouvidos que fui escavando cada vez mais internet afora, e quando finalmente o sono bateu, já era de manhã. Dali em diante veio o Pearl Jam, Smashing Pumpkins, algumas bandas mais desconhecidas como o Love Battery, e tantas outras que fazem parte do meu cotidiano até os dias atuais.

Bons tempos.

Crônicas · Língua Presa · Música

Um Corvo Fora da Curva

Para iniciar, o contexto: surpreendendo a todos, Chris e Rich Robinson fizeram as pazes e anunciaram o retorno do The Black Crowes, após cinco anos de hiato, voltando a figurar nos principais portais do meio artístico.

Agora, o principal.

Eu possuía um rascunho intitulado “Um Corvo Fora da Curva”, na qual havia alguns escritos sobre o quão intrigante foi a trajetória dos Crowes lá nos anos noventa, onde a música pop e o rock alternativo/independente dominavam o cenário musical, e a gangue dos irmãos Robinson, influenciada pelos movimentos setentistas, voavam na contramão e ainda assim conseguiam se destacar.

Porém, todavia, entretanto, esse que vos escreve tomou a sábia atitude de apagar tal rascunho, com a desculpa de que não seria interessante finalizá-lo, por dificuldade em desenvolver o raciocínio. Hoje, com a notícia do retorno do conjunto, seria o timing ideal para terminar tal texto, mas a besteira cometida por mim levou a nuvenzinha chamada ideia para bem longe e sem retorno, causando-me um enorme remorso.

Para entrar na onda e arrancar (mesmo que em partes) o peso na consciência, deixo algumas das minhas canções favoritas da banda para o leitor ouvir, e uma lição muito importante: jamais apague uma ideia por completo, mesmo que ela não pareça promissora no momento. Em alguma oportunidade, ela fará sentido.

Direto do Forno · Música

+2 do Green River

Considerada por muitos como a primeira banda “grunge” (odeio esse termo) antes mesmo deste tornar-se um “movimento”, o Green River durou pouco, mas o suficiente para garantir o respeito merecido. Além, claro, de ter sido o embrião de duas bandas fundamentas da cena de Seattle: o Pearl Jam e o Mudhoney.

Para janeiro do ano que se aproxima, a Sub Pop preparou um material de considerável agrado tanto para os saudosistas, quanto para quem deseja conhecer melhor o som que se fazia no final dos anos 80/início dos anos 90.

“Dry As A Bone”, o segundo EP lançado pelo grupo em 1987, e “Rehab Doll”, único disco cheio que os caras soltaram em 1988, ganharão versões de luxo com material inédito, resgatando a história desse grupo que deu início ao último grande momento do rock ‘n’ roll na história da música.

A Sub Pop disponibilizou até o momento apenas duas canções (oficialmente falando): as já conhecidas pelos fãs “Forever Means” e “This Town”, que apresentam bem o que pode-se esperar desse material que vai chegar: muita sujeira e muito barulho.

Direto do Forno · Música

The Smashing Pumpkins – Untitled (Vídeo)

O primeiro CD dos Smashing Pumpkins que comprei foi o “Rotten Apples”, de 2001, que nada mais é do que um greatest hits que engloba todas as fases da banda até então.

“Untitled” é a única faixa inédita desse lançamento e foi a última gravada pela banda até o seu primeiro fim, lá no início dos anos 2000. Agora, quase duas décadas depois, a banda (já reformulada) libera um videoclipe para a canção, um epitáfio da fase áurea de Billy Corgan e companhia.

O vídeo nada mais é do que trechos e cortes da banda se apresentando ao vivo, bastidores de viagens e Billy gravando os vocais da faixa. O que pode ser um deleite para os fãs mais antigos são as imagens da antiga baixista, D’arcy Wretzky, que nunca mais retornou à banda.

A poucos dias do lançamento do novo disco, fica a aposta na nostalgia para atrair seus fãs.