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Indico #26: Grandpaboy EP

Em 1997, Paul Westerberg (The Replacements), já em carreira solo, assumiu a alcunha de Grandpaboy e lançou um EP auto-intitulado com cinco faixas. Seria o primeiro trabalho de três que ele lançaria no total sob esse pseudônimo.

Segundo o site do artista, foi um projeto que também envolveu artes visuais, como pinturas e quadros, visando explorar suas idéias em novos ambientes.

Musicalmente, o disco se mantém “pra cima” nas três primeiras faixas, mostrando-se bastante influenciado pelo rock ‘n’ roll dos anos 50 e 60, com faixas bem dançantes e instrumentos de sopro ao fundo. Em “Lush And Green”, a agitação dá lugar à melancolia, com uma bela canção acústica lo-fi, mas logo a empolgação volta em “Homelessexual”, que encerra os poucos mais de doze minutos do álbum com uma guitarra rasgada e bateria imparável.

Ouça o EP completo abaixo.

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Indico #25: Pense por si mesmo

“Pense por si mesmo. Questione autoridade. Pense por si mesmo. Questione autoridade.

Ao longo da história da humanidade, nossa espécie tem enfrentado o terrível fato de não sabermos quem somos ou para onde vamos nesse oceano de caos. Tem sido as autoridades políticas, religiosas e educacionais que tentam nos confortar, dando-nos ordem, regras, regulamentos, informando, formando em nossas mentes as suas visões da realidade.

Para pensar por si mesmo, você deve questionar as autoridades e aprender como colocar-se num estado de vulnerabilidade, mente aberta, uma vulnerabilidade caótica e confusa para informar a si mesmo.

Pense por si mesmo. Questione autoridade.”

Por Timothy Leary.

 

Direto do Forno · Indico · Música

Lançamentos de Peso

Conforme prometido no texto de ontem, aqui estão alguns lançamentos recentes e futuros que separei para os leitores conhecerem. Talvez com exceção do Joe Strummer, são bandas que não costumam figurar nas grandes mídias, mas que fazem um som digno de se apreciar com o volume bem alto.

1 – Red Fang – Listen To The Sirens (Tubeway Army Cover)

A banda estadunidense de heavy metal/stoner rock disponibilizou no final de agosto um cover de “Listen To The Sirens”, originalmente lançada pelo Tubeway Army, grupo punk/new wave liderado por Gary Numan. As versões até se assemelham, com diferença apenas na sonoridade mais pesada que o Red Fang adotou, trocando os sintetizadores por riffs mais agressivos. Ouça e compare ao seu gosto.

2 – Melvins & Al Cisneros – Sabbath Bloody Sabbath (Black Sabbath Cover)

O Melvins é um dos nomes mais fortes quando o assunto é música pesada e, ao meu ver, o grupo ideal para executar uma canção do Black Sabbath à sua maneira, sem perder a pegada da original. Para esse trabalho, eles tiveram a companhia de Al Cisneros, baixista e vocalista do Sleep, outra banda porrada, e gravaram uma versão de “Sabbath Bloody Sabbath”, canção essa que, para mim, é uma das melhores da banda na fase Ozzy.

Aqui, eles desaceleram e aumentam o grave dos riffs, tornando o som ainda mais denso e pesado do que o habitual.

Não há informações (até o momento) de que esse cover fará parte de algum disco da banda e/ou coletânea.

3 – Stoned Jesus – Pilgrims

“Pilgrims” é o nome do novo disco do Stoned Jesus, trio ucraniano de stoner metal e que foi lançado no dia da nossa independência. Canções longas e pesadas com muita psicodelia, típico do chamado desert rock.

É bem difícil encontrar informações sobre a banda em português, mas dá para ouvir o som dos caras tanto no Youtube quanto na página deles no BandCamp. Vale muito a pena.

4 – All Them Witches – ATW

O novo do trabalho do All Them Witches será intitulado “ATW” e sai no dia 28 de setembro. Também como um trio, a banda faz um som pesado de primeira linha. Até o momento, duas faixas estão disponíveis para audição: “Fishbelly 86 Onions” e “Diamond”, ambas passando dos seis minutos de duração e com muita pitada de blues e stoner, uma verdadeira viagem sonora.

*Atualização:

A banda lançou um videoclipe bem sombrio para “Diamond”, canção que fará parte do próximo disco intitulado “ATW”. Nesse trabalho, música e vídeo se completam em um tom macabro onde, ao que parece, o personagem está possuído por alguma força das trevas.

5 – Joe Strummer – Joe Strummer 001

Tenho escutado bastante o trabalho do Joe Strummer pós-The Clash, e me surpreendi com a notícia de que um disco póstumo chamado “Joe Strummer 001” está para sair também no dia 28 (mesmo dia do lançamento de ATW). Será repleto de materiais raros e inéditos da carreira do artista, atravessando toda a sua carreira, até mesmo antes do The Clash.

“London Is Burning”, até o momento, é a única faixa liberada para o público e mostra todo o talento de Strummer como compositor e visionário, já que a canção soa bem atual em relação aos acontecimentos recentes não só na Inglaterra, mas em todo o planeta.

 

 

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Indico #24: Anemone – The Brian Jonestown Massacre

Talvez a música mais conhecida do Brian Jonestown Massacre, “Anemone” é uma visita à psicodelia sessentista, cumprindo bem o seu papel. Não por acaso, está presente no disco “Their Satanic Majesties’ Second Request” (1996), referência clara ao controverso e bom disco dos Stones, lançado em 1967 e muito viajado.

A voz preguiçosa de Anton Newcombe dá todo o charme da canção, e a letra, apesar de ser meio “bobinha”, não deixa de ser interessante.

Confira abaixo a versão de estúdio e uma ao vivo para o canal Cardinal Sessions.

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Indico #23: Alice Coltrane – Turiya And Ramakrishna

“Se o céu existir, essa é a trilha sonora.”

Esse foi o comentário que deixei no vídeo/áudio de “Turiya and Ramakrishna”, canção de Alice Coltrane, presente em seu terceiro disco, “Ptah, the El Daoud”, lançado em 1970.

Não conheço nada mais do trabalho da artista além dessa canção, porém, já é o suficiente para que eu a respeite. São pouco mais de oito minutos de puro transe e tranquilidade, com um piano incansável acompanhado por vários instrumentos, cada qual com sua particularidade e responsabilidade durante a música.

Daquelas para se ouvir num fim de tarde, contemplando a despedida do sol e pensando o quão magnífico somos e que, a certo modo, tudo se resolverá.

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Indico #20: Helmet

Helmet foi uma das bandas que mais ouvi na minha adolescência. “Unsung” e aquela bateria sensacional no início, o riff de “Biscuits For Smut” e outras tantas músicas foram trilha sonora de muitas horas das minhas jogatinas na época da escola.

Com o passar dos anos, fui deixando a banda de lado, mesmo que de forma involuntária. Porém, ao ouvi-la depois de tanto tempo, aquela sensação boa permanece como se eu ainda estivesse naqueles anos.

Bons tempos.

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Indico #19: Mais um aniversário

“Passeando” pelo Instagram, vi um post do Mr. Tom Morello sobre o aniversário de lançamento de “Out of Exile”, segundo disco de estúdio do Audioslave. Trabalho esse que possui canções icônicas da banda, como ‘Be Yourself” e a minha favorita de todas, “Doesn’t Remind Me”.

Particularmente, depois da super estréia com o disco auto-intitulado, em 2002, eles jamais alcançaram o mesmo nível de criatividade. Porém, é importante ressaltar como essa junção de 4 artistas de peso resultou em uma das bandas mais interessantes deste século.

De lá para cá, muita coisa mudou. Tom Morello agora é membro da banda Prophets of Rage, junto com Tim Commerford e Brad Wilk, respectivamente, baixista e baterista do Audioslave. E Chris Cornell… Bem, todos sabemos que fim trágico o cantor levou.

Porém, não é hora para lamentações. Não mais. Hoje é dia apenas de celebrar o aniversário desse bom trabalho.

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Indico #18: O mundo que se exploda!

Não, não, isso não é revolta. O título é só uma brincadeira.

Há dois dias atrás, “Down On The Upside”, quinto álbum de estúdio do Soundgarden, completou 22 anos. O trabalho é o sucessor do “Superunknown”, o melhor e mais conhecido disco da banda.

“Down On The Upside” é um álbum um tanto quanto irregular, porém, apresentou ótimas canções que se destacariam nas apresentações do grupo. “Blow Up The Outside World” é uma delas, e é a minha favorita.

Fica aqui a minha homenagem.