Garimpo · Música

Garimpo: Brant Bjork – Charlie Gin/Low Desert Punk (Ao Vivo na Klangfarbe)

A Klangfarbe é grande rede de lojas da Áustria, focada na venda de instrumentos musicais, som e aparatos para estúdios. No Youtube, ela mantém um canal com apresentações de diversos artistas em seus estabelecimentos.

Um dos caras que apareceram por lá recentemente foi Brant Bjork, que já falei aqui no Numa Sexta algumas vezes. Inclusive, é dele um dos discos mais legais de 2018.

É uma apresentação curta, pouco mais de sete minutos, e bem natural: apenas voz e violão. Porém, é o suficiente para Bjork mostrar todo o seu talento, seja como instrumentista ou vocalista.

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Garimpo: Thom Yorke Ao Vivo na BBC Radio 6

Uma das minhas tarefas mais árduas (mentalmente falando) que tenho enfrentado é o combate ao postergamento/procrastinação de atividades. Portanto, quero deixar bem claro que o texto sobre a trilha sonora que Thom York criou para “Suspiria” está sendo adiado por um motivo simples: o filme ainda é inédito no Brasil.

Confesso que estou ansioso para escrever minhas percepções em relação ao disco, mas julgo não fazer sentido tal texto sem ter visto a película de Luca Guadagnino, um remake de um clássico do terror lançado originalmente em 1977 por Dario Argento. Assisti ontem a obra original e fiquei estupefato. Por ora, também não darei ênfase para ela, mas adianto: é um filme brilhante.

A fim de, ao menos, dar um esclarecimento ao leitor de que o texto sairá SIM e em breve, e uma acalmada em mim mesmo, trago esse aperitivo: uma apresentação de Thom na inglesa BBC Radio 6, uma das estações digitais de rádio da BBC. Para mim, como um grande fã do cara, é difícil explicar a apresentação sem alguns exageros, mas se tem uma palavra para defini-la seria emocionante.

Do cenário penumbroso ao semblante melancólico característico de Thom Yorke, toda a áurea das apresentações colaboram para a boa experiência do ouvinte/espectador. Ouvi-las no disco nos transmite suspense e sufocação. Ao vivo, é completamente o inverso.

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Garimpo: Kev Brown – Fill In The Blank (Disco)

Kev Brown é um produtor e rapper dos Estados Unidos que soltou no mês passado seu trabalho mais recente, “Fill In The Blank”. São 20 faixas que transitam entre vinhetas instrumentais e rimas precisas, sendo que poucas delas passam dos dois minutos de duração.

Ao perceber uma clara referência do lo-fi hip hop, torna-se interessante ouvir alguns beats com teor mais melancólico contrastando com o vocal mais grave de Brown.

Apesar de ser uma figura presente do rap há vários anos, Kev Brown é um artista de poucos lançamentos oficiais. Porém, em 2018, o cara resolveu colocar a mão na massa e ampliar em cheio a sua discografia. “Fill In The Blank” é o seu terceiro disco cheio lançado esse ano.

Um dos produtores/rappers mais interessantes que conheci nos últimos meses.

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Garimpo: Aloha Swamp – Swamp Vacation (Disco)

Oleg Guitaracula (guitarra) e Rockin’ Eugene (bateria), dois membros do Messer Chups, uma interessante banda russa de surf rock instrumental, se juntaram para um novo projeto que segue, basicamente, essa mesma linha. Chama-se Aloha Swamp, com um disco recém-lançado via MuSick Recordings.

Se não estivesse estampado o nome do conjunto na capa, eu diria sem titubear que se tratava de mais um trabalho do Messer Chups. São as mesmas referências de filmes vintage de terror, tanto na arte visual quanto no nome das canções.

Ao todo, são 18 faixas instrumentais que formam “Swamp Vacation”, o único álbum até então. Apesar de possuir referências do rockabilly e do rock’n’roll à la anos cinquenta, é um trabalho mais voltado para o surf rock e para a música havaiana, possuindo riffs mais leves e sem tantos efeitos.

Direto do Forno · Garimpo · Música

Garimpo: The Spinanes – Manos (Relançamento)

O duo The Spinanes pode até não ter estourado durante seus anos de atividade, mas ganhou um status cult que mantém viva a sua memória. Formado pela vocalista e guitarrista Rebecca Gates e pelo baterista Scott Plouf, lançou três discos pela Sub Pop nos anos noventa e só. Um deles, “Manos”, foi lançado em 1993 e até fez certo barulho nas rádios americanas e na MTV, mas nada gigante se compararmos com outras bandas da época. 25 anos depois, a Merge Records relançou o disco, remasterizado e com algumas faixas bônus.

O extingo blog Amor Louco Br (falo sobre ele aqui) também foi o responsável por me apresentar a banda, justamente com o “Manos”. Curti na primeira audição. Uma produção simples e garageira, com muita emoção por trás. É a música em seu estado mais natural. “Spitfire” e “Shellburn”, ambas com linhas de bateria muito interessantes, são as minhas favoritas até hoje. Ouça-o na íntegra abaixo.

Uma curiosidade: você pode ouvir os backing vocals de Rebecca Gates na canção “St. Ides Heaven”, de Elliott Smith.

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Garimpo: 2 Covers do Radiohead por John Frusciante

John Frusciante sofre de um sério problema chamado fãs xiitas. Sim, aqueles que endeusam seus artistas preferidos, tratam tudo que eles fazem como algo genial, acima da média e que jamais aceitam críticas sobre o endeusado.

Desconsiderando isso, é inegável que o cara é talentoso e possui uma discografia solo muito rica, principalmente os discos “To Record Only Water For Ten Days” (2001) e “Shadows Collide With People” (2004), que trazem o ex-guitarrista dos Chili Peppers em uma fase menos experimental, com canções mais fáceis de serem digeridas pelo grande público.

Creio que seja do período entre esses dois discos os dois vídeos abaixo. Munido apenas por um violão, impressiona a emoção que Frusciante insere nas suas versões de “Lucky” e “You And Whose Army?”, duas das melhores canções presentes na extensa discografia do Radiohead.

Experimente e tente não se emocionar.

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Garimpo: Idaho – Bayonet EP

A história do Idaho é um caso onde a banda não é obscura somente em sua existência, mas também em sua sonoridade.

É considerada uma das precursoras do chamado slowcore, estilo que tem como base letras com cunho bastante pessoal e emotivo, uma levada lenta, sombria, quase claustrofóbica e que remete a certo desânimo, dando um tom bem triste para as canções.

Liderada por Jeff Martin, foi bem ativa nos anos noventa, com vários discos e EP’S lançados. Na virada do século, sua produção deu uma diminuída, porém, continua na ativa, fazendo shows e novos trabalhos.

Um de seus álbuns mais conhecidos é o EP “Bayonet”, apresentado ao público em 1995. Possui somente quatro faixas e é de uma carga emocional muito pesada, como a maior parte da discografia do Idaho.

Destaco a canção “Sliding Past”, uma das melhores da banda.

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Garimpo: Tonystark

Não, não estou falando do Homem-de-Ferro, mas sim de uma das bandas mais obscuras que conheço.

Lá nos anos 90, época em que o rock alternativo estourou e várias bandas decidiram sair de suas garagens, algumas deram certo, outras deram sorte, mas a maioria não chegou ao estrelato. Digo maioria porque, como é explicado no documentário “Hype!”, de 1996, graças ao sucesso do Nirvana, muita gente quis pegar carona e achou que era possível ser um rockstar. Porém, não era assim tão simples, e muitos desses garageiros caíram no limbo da música, até mesmo no underground.

O Tonystark foi uma dessas bandas que não duraram muito tempo e quase não há informações na rede. Graças ao Allmusic, que possui uma curta biografia do grupo, podemos ter uma leve noção de sua formação e por onde ele tocou.

Com um som bem cru, influenciado pelo punk e pelo rock alternativo característico dos anos 90, a banda lançou somente um EP com cinco músicas, chamado “High Tech Low Life”, em 1998.

Vale a pena dar uma conferida.

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Garimpo: Grandpaboy EP

Em 1997, Paul Westerberg (The Replacements), já em carreira solo, assumiu a alcunha de Grandpaboy e lançou um EP auto-intitulado com cinco faixas. Seria o primeiro trabalho de três que ele lançaria no total sob esse pseudônimo.

Segundo o site do artista, foi um projeto que também envolveu artes visuais, como pinturas e quadros, visando explorar suas idéias em novos ambientes.

Musicalmente, o disco se mantém “pra cima” nas três primeiras faixas, mostrando-se bastante influenciado pelo rock ‘n’ roll dos anos 50 e 60, com faixas bem dançantes e instrumentos de sopro ao fundo. Em “Lush And Green”, a agitação dá lugar à melancolia, com uma bela canção acústica lo-fi, mas logo a empolgação volta em “Homelessexual”, que encerra os poucos mais de doze minutos do álbum com uma guitarra rasgada e bateria imparável.

Ouça o EP completo abaixo.