Garimpo · Música

Garimpo: Tonystark

Não, não estou falando do Homem-de-Ferro, mas sim de uma das bandas mais obscuras que conheço.

Lá nos anos 90, época em que o rock alternativo estourou e várias bandas decidiram sair de suas garagens, algumas deram certo, outras deram sorte, mas a maioria não chegou ao estrelato. Digo maioria porque, como é explicado no documentário “Hype!”, de 1996, graças ao sucesso do Nirvana, muita gente quis pegar carona e achou que era possível ser um rockstar. Porém, não era assim tão simples, e muitos desses garageiros caíram no limbo da música, até mesmo no underground.

O Tonystark foi uma dessas bandas que não duraram muito tempo e quase não há informações na rede. Graças ao Allmusic, que possui uma curta biografia do grupo, podemos ter uma leve noção de sua formação e por onde ele tocou.

Com um som bem cru, influenciado pelo punk e pelo rock alternativo característico dos anos 90, a banda lançou somente um EP com cinco músicas, chamado “High Tech Low Life”, em 1998.

Vale a pena dar uma conferida.

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Garimpo: Grandpaboy EP

Em 1997, Paul Westerberg (The Replacements), já em carreira solo, assumiu a alcunha de Grandpaboy e lançou um EP auto-intitulado com cinco faixas. Seria o primeiro trabalho de três que ele lançaria no total sob esse pseudônimo.

Segundo o site do artista, foi um projeto que também envolveu artes visuais, como pinturas e quadros, visando explorar suas idéias em novos ambientes.

Musicalmente, o disco se mantém “pra cima” nas três primeiras faixas, mostrando-se bastante influenciado pelo rock ‘n’ roll dos anos 50 e 60, com faixas bem dançantes e instrumentos de sopro ao fundo. Em “Lush And Green”, a agitação dá lugar à melancolia, com uma bela canção acústica lo-fi, mas logo a empolgação volta em “Homelessexual”, que encerra os poucos mais de doze minutos do álbum com uma guitarra rasgada e bateria imparável.

Ouça o EP completo abaixo.

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Garimpo: Pense por si mesmo

“Pense por si mesmo. Questione autoridade. Pense por si mesmo. Questione autoridade.

Ao longo da história da humanidade, nossa espécie tem enfrentado o terrível fato de não sabermos quem somos ou para onde vamos nesse oceano de caos. Tem sido as autoridades políticas, religiosas e educacionais que tentam nos confortar, dando-nos ordem, regras, regulamentos, informando, formando em nossas mentes as suas visões da realidade.

Para pensar por si mesmo, você deve questionar as autoridades e aprender como colocar-se num estado de vulnerabilidade, mente aberta, uma vulnerabilidade caótica e confusa para informar a si mesmo.

Pense por si mesmo. Questione autoridade.”

Por Timothy Leary.

 

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Garimpo: Anemone – The Brian Jonestown Massacre

Talvez a música mais conhecida do Brian Jonestown Massacre, “Anemone” é uma visita à psicodelia sessentista, cumprindo bem o seu papel. Não por acaso, está presente no disco “Their Satanic Majesties’ Second Request” (1996), referência clara ao controverso e bom disco dos Stones, lançado em 1967 e muito viajado.

A voz preguiçosa de Anton Newcombe dá todo o charme da canção, e a letra, apesar de ser meio “bobinha”, não deixa de ser interessante.

Confira abaixo a versão de estúdio e uma ao vivo para o canal Cardinal Sessions.

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Garimpo: Alice Coltrane – Turiya And Ramakrishna

“Se o céu existir, essa é a trilha sonora.”

Esse foi o comentário que deixei no vídeo/áudio de “Turiya and Ramakrishna”, canção de Alice Coltrane, presente em seu terceiro disco, “Ptah, the El Daoud”, lançado em 1970.

Não conheço nada mais do trabalho da artista além dessa canção, porém, já é o suficiente para que eu a respeite. São pouco mais de oito minutos de puro transe e tranquilidade, com um piano incansável acompanhado por vários instrumentos, cada qual com sua particularidade e responsabilidade durante a música.

Daquelas para se ouvir num fim de tarde, contemplando a despedida do sol e pensando o quão magnífico somos e que, a certo modo, tudo se resolverá.

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Garimpo: Helmet

Helmet foi uma das bandas que mais ouvi na minha adolescência. “Unsung” e aquela bateria sensacional no início, o riff de “Biscuits For Smut” e outras tantas músicas foram trilha sonora de muitas horas das minhas jogatinas na época da escola.

Com o passar dos anos, fui deixando a banda de lado, mesmo que de forma involuntária. Porém, ao ouvi-la depois de tanto tempo, aquela sensação boa permanece como se eu ainda estivesse naqueles anos.

Bons tempos.

 

 

 

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Garimpo: Mais um aniversário

“Passeando” pelo Instagram, vi um post do Mr. Tom Morello sobre o aniversário de lançamento de “Out of Exile”, segundo disco de estúdio do Audioslave. Trabalho esse que possui canções icônicas da banda, como ‘Be Yourself” e a minha favorita de todas, “Doesn’t Remind Me”.

Particularmente, depois da super estréia com o disco auto-intitulado, em 2002, eles jamais alcançaram o mesmo nível de criatividade. Porém, é importante ressaltar como essa junção de 4 artistas de peso resultou em uma das bandas mais interessantes deste século.

De lá para cá, muita coisa mudou. Tom Morello agora é membro da banda Prophets of Rage, junto com Tim Commerford e Brad Wilk, respectivamente, baixista e baterista do Audioslave. E Chris Cornell… Bem, todos sabemos que fim trágico o cantor levou.

Porém, não é hora para lamentações. Não mais. Hoje é dia apenas de celebrar o aniversário desse bom trabalho.