Direto do Forno · Música

The Smashing Pumpkins – Untitled (Vídeo)

O primeiro CD dos Smashing Pumpkins que comprei foi o “Rotten Apples”, de 2001, que nada mais é do que um greatest hits que engloba todas as fases da banda até então.

“Untitled” é a única faixa inédita desse lançamento e foi a última gravada pela banda até o seu primeiro fim, lá no início dos anos 2000. Agora, quase duas décadas depois, a banda (já reformulada) libera um videoclipe para a canção, um epitáfio da fase áurea de Billy Corgan e companhia.

O vídeo nada mais é do que trechos e cortes da banda se apresentando ao vivo, bastidores de viagens e Billy gravando os vocais da faixa. O que pode ser um deleite para os fãs mais antigos são as imagens da antiga baixista, D’arcy Wretzky, que nunca mais retornou à banda.

A poucos dias do lançamento do novo disco, fica a aposta na nostalgia para atrair seus fãs.

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Rival Sons – Back In The Woods

Graças ao grande Gastão Moreira, no seu canal Kazagastão, conheci o Rival Sons, e por coincidência, os caras tão com trabalho novo chegando por aí.

“Back In The Woods” traz o melhor do hard rock setentista, com um punhado de distorção, uma bateria fumegante e backing vocals que lembram os Rolling Stones e os Black Crowes. Porém, o ponto forte mesmo da canção é o vocalista Jay Buchanan, que a conduz com um vocal poderoso e rasgado.

O vídeo é bem psicodélico e navega por uma única figura, um cachorro deitado em um jardim no meio de vários pássaros, focando no que acontece em cada canto da imagem.

“Feral Roots” será o nome do disco, com lançamento para 25 de janeiro pela Low Country Sound/Atlantic Records.

Pesado!

 

 

 

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Guided By Voices – Cohesive Scoops

Imagino que Robert Pollard deva ser o mais incansável cantor e compositor que já pisou nesse planeta. Seja com o Guided By Voices, seu principal trabalho, seja com os trabalhos paralelos, o cara não para nunca. Todo ano recebemos uma enxurrada de lançamentos de sua autoria.

“Cohesive Scoops”, o single mais recente, tem uma história interessante: estará presente no vinil de sete polegadas “100 Dougs”, com lançamento para dezembro desse ano, e no disco “Warp And Woof”, que chegará às lojas em abril de 2019.

O curioso nesse meio é que a banda já havia anunciado um disco duplo para fevereiro do ano que vem, intitulado “Zeppelin Over China”, e Pollard gravou por completo “Warp And Woof” durante as pausas das gravações. No total (considerando somente o “disco paralelo”), serão 24 canções que duram pouco mais do que 37 minutos. Acho que só Omar Rodriguez-Lopez conseguiria tal façanha.

Sobre a canção em destaque, um pop lo-fi perfeito que dura 91 segundos. Rápido e certeiro, como já ouvimos há duas décadas nos clássicos “Bee Thousand” (1994) e “Alien Lanes” (1995).

Robert Pollard merecia uma estátua pela sua contribuição à arte.

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O novo do Will Oldham: Songs of Love and Horror

A melancolia é o carro-chefe de “Songs of Love and Horror”, disco em que o cantor e compositor Will Oldham deixa de lado seu alter-ego Bonnie ‘Prince’ Billy e assina como si mesmo as doze belas e delicadas canções.

Conduzido por completo por apenas voz e violão, “Songs of Love and Horror” é uma visita do artista por canções de sua discografia, seja como Bonnie ‘Prince Billy’ ou Palace Music, adotando uma estética mais intimista e caseira. Em alguns momentos, a carga emocional é tão forte que incomoda, no bom sentido, o ouvinte, mostrando o quão pesados são os versos presentes no disco, bem como a voz de Oldham.

Assumir um trabalho assim sem um personagem por trás é um ato de coragem por parte do cantor, e uma forma de expurgar as suas emoções como um vento forte varrendo as impurezas de seu interior.

Ótimo para ouvir com um vinho ao lado.

1. I See a Darkness
2. Ohio River Boat Song
3. So Far and Here We Are
4. The Way
5. Wai
6. The Glory Goes
7. Only Someone Running
8. Big Friday
9. Most People
10. Strange Affair
11. New Partner
12. Party with Marty (Abstract Blues)

 

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The Lemonheads – Can’t Forget (Yo La Tengo Cover)

O Lemonheads está de volta!

Fiquei muito contente em saber da notícia de que Evan Dando anunciou o novo disco dos cabeças de limão e já liberou uma das faixas para a gente ouvir.

“Varshons II” encerra uma espera de 10 anos sem lançamentos da banda e é continuação direta do último disco lançado, “Varshons”. Assim como seu antecessor, é um registro inteiro de covers.

A canção disponível para audição é “Can’t Forget”, oficialmente lançada pelo Yo La Tengo, e apresenta a banda ainda em forma, com as mesmas características de sua época de ouro: um rock pop blasé com melodia sutil e muito gostosa de ouvir.

É bom ressaltar que o Lemonheads é uma das bandas mais legais dos anos 90 e o retorno deles é motivo de muita comemoração por aqui.

O novo álbum sai em no dia 08 de fevereiro de 2019 pela Fire Records.

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+2 do Reverend Horton Heat

O reverendo mais irreverente do rock ‘n’ roll está com um novo disco saindo do forno da Victory Records no próximo dia 30. O trabalho se chamará “Whole New Life” e é o 12º na discografia do artista.

Duas canções já foram liberadas e apresentam o melhor do rockabilly descompromissado e feito para se divertir: “Hog Tyin’ Woman” e a faixa-título. É colocar para tocar e começar a se mexer.

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O novo do All Them Witches: ATW

Oito músicas. Quase uma hora de duração. “ATW”, o novo disco do All Them Witches, é repleto de referências musicais e transfere o ouvinte a um lugar desconhecido e obscuro. Foi assim que me senti quando coloquei os fones de ouvido e apertei o play para ouvi-lo em mais uma corrida diária.

Diversidade é uma palavra que define bem o disco. Ora em um tom melancólico, ora em um tom mais pungente, as canções transitam entre o stoner, o garage rock, psicodelismo e até space rock, tudo com uma pitada marcante de blues. “Harvest Feast”, com quase onze minutos, é a música que melhor engloba toda essa salada musical, sendo metade instrumental, cheia de repetições e mudanças de velocidade.

“Fishbelly 86 Onions”, canção que inicia o álbum, tem uma pegada bem garageira, um rock ‘n’ roll cru que lembra bastante o Jon Spencer Blues Explosion. “1st vs. 2nd” é outra que adota a mesma linha, sendo as duas mais “pesadas” do trabalho.

A melancolia bluesy de “Half-Tongue” emociona, amaciando o caminho para a arrepiante  e misteriosa “Diamond”, a melhor do álbum. Por sinal, ela ganhou um videoclipe igualmente sombrio.

O desfecho com “Rob’s Dream” eleva ainda mais o patamar viajante de “ATW”. A bateria conduz os versos calmos de Charles Michael Parks Jr. durante quase toda a sua duração, até que nos últimos dois minutos as guitarras crescem e tudo se transforma em um caos sonoro, um tsunami arrasando com a calmaria de um dia normal.

Ao final de “ATW”, percebi que não havia saído do lugar. Tudo não passava de um sonho.

1. Fishbelly 86 Onions
2. Workhorse
3. 1st vs. 2nd
4. Half-Tongue
5. Diamond
6. Harvest Feast
7. HJTC
8. Rob’s Dream

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John Garcia And The Band Of Gold – Chicken Delight

John Garcia é uma lenda da cena stoner rock mundial. Responsável pela voz do Kyuss, banda que praticamente definiu e disseminou o movimento (e apresentou Josh Homme ao mundo), Garcia agora embarca em mais um projeto na sua extensa carreira.

Após o fim do seu principal projeto, ele continuou na ativa em bandas como Slo Burn, Unida, Hermano e Vista Chino, além de embarcar em uma carreira solo nos últimos anos. Agora ele apresenta seu novo conjunto, John Garcia and the Band of Gold, e já marca a data de lançamento do seu disco de estreia: 4 de janeiro de 2019, pela Napalm Records, e leva o mesmo nome da banda.

Uma canção do disco já está liberada para a audição, “Chicken Delight”. Garcia mostra que está em pleno vigor e com sua banda afiada, cheio de riffs bluezados e distorcidos, do jeito que todo amante de stoner gosta.

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Nine Inch Nails – Ahead of Ourselves (Ao Vivo)

“Ahead of Ourselves” é uma das faixas que fazem parte do último EP lançado pelo Nine Inch Nails, “Bad Witch”, que saiu esse ano.

O vídeo abaixo mostra a banda executando a canção em um show da turnê “Cold and Black and Infinite”, que está acontecendo na América do Norte. A apresentação, filmada em preto e branco, é altamente caótica, como quase tudo que Trent Reznor e sua gangue fazem.

Já os vi ao vivo em 2014 e confirmo isso.