+Filmes

+1 Filme: Boneco de Neve

Nem Michael Fassbender conseguiu salvar a bomba que é o filme “Boneco de Neve”, baseado no ótimo livro do norueguês Jon Nesbo.

A obra impressa, que é narrada em terceira pessoa e alterna capítulos passados no presente e alguns flashbacks, conta a história de Harry Hole, um dos melhores (se não o melhor) detetives da polícia norueguesa e único do país a capturar um serial killer (isso na Austrália, se a memória não estiver falha) e Katrine Bratt, sua nova parceira de investigação, na busca ao chamado “Boneco de Neve”, suspeito de ser o primeiro serial killer a atuar na Noruega.

O livro surpreende com uma exuberante riqueza em detalhes, personagens muito bem desenvolvidos e momentos de pura tensão, enquanto o filme peca ao conduzir a história de forma rasa e simplória, deixando de lado o suspense (praticamente inexistente) e adotando uma forma mais direta em desenrolar os acontecimentos.

“Boneco de Neve” foi a terceira aventura que fiz no campo da literatura policial e, por coincidência, todas foram adaptadas ao cinema. Porém, ao contrário de “Boneco de Neve”, as outras duas histórias foram muito bem contadas na sétima arte.

Uma delas é “O Colecionador de Ossos”, onde acompanhamos Lincoln Rhyme, um brilhante investigador cuja carreira é interrompida após um acidente que o deixa tetraplégico. Porém, com a mente ainda funcionando, ele utiliza todo o seu conhecimento e percepção na busca pelo assassino que está assustando a população com métodos não-convencionais para levar suas vítimas à morte, tendo como base a Nova York do início do século 20. O filme baseado no livro tem a presença de Denzel Washington e Angelina Jolie nos papéis principais e é muito bom.

A outra é nada menos que “O Silêncio dos Inocentes”, um clássico absoluto do cinema. Aqui temos Clarice Starling, uma ainda novata do FBI que, a partir de conversas com o psiquiatra/psicopata Dr. Hannibal Lecter, investiga pistas para encontrar Buffalo Bill, um serial killer que esfola mulheres e as despeja em rios por vários estados diferentes. A atuação magistral de Anthony Hopkins como Lecter tornou o vilão um ícone da cultura pop.

É certo assumir certa injustiça ao exigir que um filme de duas horas consiga extrair por completo um tijolo de 418 páginas, mas o diretor Tomas Alfredson poderia, sim, ter contado a história de forma mais fiel e intensa quanto o livro, assim como os diretores de “O Colecionador de Ossos” e “O Silêncio dos Inocentes” fizeram. Decorrer uma investigação de modo tão raso e monótono foi como derreter o próprio boneco antes mesmo que ele tivesse alguma forma.

Os três livros eu encontrei na Americanas de LEM e todos com um ótimo preço, numa época em que a loja não estava infestada de livros de auto-ajuda e “biografias” de youtubers. Já os filmes, digamos que utilizei formas “alternativas” para assisti-los.

(O link do texto no blog da Immagine está aqui.)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s