Indico · Música

Indico #24: Anemone – The Brian Jonestown Massacre

Talvez a música mais conhecida do Brian Jonestown Massacre, “Anemone” é uma visita à psicodelia sessentista, cumprindo bem o seu papel. Não por acaso, está presente no disco “Their Satanic Majesties’ Second Request” (1996), referência clara ao controverso e bom disco dos Stones, lançado em 1967 e muito viajado.

A voz preguiçosa de Anton Newcombe dá todo o charme da canção, e a letra, apesar de ser meio “bobinha”, não deixa de ser interessante.

Confira abaixo a versão de estúdio e uma ao vivo para o canal Cardinal Sessions.

Direto do Forno · Música

Do Forno: Novidades na Sub Pop

Duas lendas da cena alternativa estão com os dias contados para lançarem seus novos trabalhos, e você pode conferir direto no canal da Sub Pop e/ou nas plataformas digitais. Falo de Mudhoney e J. Mascis.

Primeiro, o single “See You At The Movies”, que anuncia a chegada de “Elastic Days”, o novo disco solo do guitar god do Dinosaur Jr., J. Mascis que, diferente de sua banda, possui uma estética muito mais calma, sem aquelas ondas de distorção (até tem um solinho massa, mas nada que se compare a “Sludgefeast”, por exemplo) e com o violão sendo o carro-chefe da canção. “Elastic Days” será lançado em novembro desse ano, no dia 09.

Já o Mudhoney marcou o lançamento de seu lixo digital (o disco se chamará “Digital Garbage”) para o dia 28 do próximo mês. Ouvi “Kill Yourself Live” e “Paranoid Core” e afirmo: os caras ainda estão com tudo! Duas porradas que deixam muitas (ou a maioria?) das bandas atuais no chinelo.

Fico muito grato em ver esses caras ainda na ativa, se esforçando em lançar trabalhos novos mesmo após décadas em atividade. Que tenham longa vida!

Tem ainda duas canções do Iron & Wine que achei bem interessantes e calminhas e que estarão em seu novo EP, “Weed Garden”, mas como não sou um grande conhecedor do seu trabalho para dizer algo mais aprofundado, deixo apenas o link para a audição.

Ah, ele sai no dia 28 de setembro.

 

Indico · Música

Indico #23: Alice Coltrane – Turiya And Ramakrishna

“Se o céu existir, essa é a trilha sonora.”

Esse foi o comentário que deixei no vídeo/áudio de “Turiya and Ramakrishna”, canção de Alice Coltrane, presente em seu terceiro disco, “Ptah, the El Daoud”, lançado em 1970.

Não conheço nada mais do trabalho da artista além dessa canção, porém, já é o suficiente para que eu a respeite. São pouco mais de oito minutos de puro transe e tranquilidade, com um piano incansável acompanhado por vários instrumentos, cada qual com sua particularidade e responsabilidade durante a música.

Daquelas para se ouvir num fim de tarde, contemplando a despedida do sol e pensando o quão magnífico somos e que, a certo modo, tudo se resolverá.

Direto do Forno · Música

Do Forno: Kurt Vile – Loading Zones

‘Loading Zones” é o mais recente e ótimo single de Kurt Vile, um artista que, até hoje, não ouvi uma única música ruim em sua discografia.

Sua voz meio preguiçosa e a sonoridade alegre transmitem uma sensação de não precisar esquentar a cabeça com problemas mundanos e seguir em frente. Desde quando o conheci com “Jesus Fever” no programa Alto Falante, na Rede Minas, é isso que absorvo sempre que escuto suas músicas.

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Do Forno: Cat Power – Woman

Cat Power está em companhia de Lana Del Rey na primeira canção divulgada de seu novo disco, “Wanderer”, que sai em outubro desse ano.

A canção possui um clima bem gostoso de fim de tarde, e é isso que o vídeo nos traz: Cat e sua banda executando a música em uma espécie de estacionamento vazio com o pôr-do-sol ao fundo. Ora ou outra, alternando entre cenários de natureza e um estúdio com luz colorida.

Vale ressaltar que Lana não aparece no vídeo.

Crônicas

Gravidade

(Meu mais recente texto publicado no blog da Immagine. Link aqui.)

Há algumas semanas, o American Park se despediu de LEM e foi levar sua diversão para outra cidade. Com isso, aquela praça dos três poderes voltou ao seu marasmo habitual. Agora, bate uma tristeza passar pela rotatória da mesma, ao lembrar os bons momentos.

Foi a primeira vez que fui a um parque e participei das atrações. Gostei tanto que, ao todo, fui quatro vezes. A sensação de desafiar o medo da morte, do desconhecido e a gravidade me fez muito bem, algo que não sentia há bastante tempo.

É incrível como nosso cérebro resolve travar batalhas contra nós mesmos nesses momentos de apreensão. Ao trancar o banco de um brinquedo giratório que, como um pêndulo, balança a uma altura muito, mas muito alta, os pensamentos que invadiam minha mente eram os piores possíveis. “Isso vai cair igual naquele filme” ou “meu banco vai se abrir e vai acontecer uma tragédia”, e só piorava. Porém, ao repetir o brinquedo mais duas, três vezes, o medo dava lugar à euforia, à sensação de sentir-se vivo. Foi aí que eu compreendi que sentir medo é se sentir vivo e que é preciso encarar o desconhecido.

Posso levar isso para muitas situações da minha vida, e vou além: muitos dos meus erros ou falhas se derivam de não encarar o desconhecido. No campo da escrita é o exemplo mais claro. Muitas idéias que tenho poderiam ser mais bem desenvolvidas (muitas delas não chegam nem ao papel) justamente por não colocá-las em prática e trabalhar para torná-las algo concreto. Mas o fato de elas serem tão boas no campo da IDEIA me causa receio em colocá-las no campo do MATERIAL, por medo de não conseguir desenvolvê-la o suficiente. Ou seja, falta encarar o desconhecido.

Esse assunto mesmo permaneceu no campo da IDEIA por muito tempo e só agora resolvi desenvolvê-lo.

Foi preciso me arriscar contra a gravidade, sentir muito medo para aprender a encarar o desconhecido. Agora, só falta colocar em prática. Mas isso eu deixo para uma próxima hora.

A princípio, sigo como Maynard James Keenan: eu escolho viver.

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Do Forno: Alice In Chains – Never Fade

“Never Fade” é a nova canção que o Alice In Chains disponibilizou de seu novo álbum, “Rainier Fog”, que sai ainda este mês.

O que mais me chamou a atenção foi a sonoridade: pela primeira vez, ouvi algo novo, diferente e que não vejo comparações com os trabalhos anteriores, seja dos discos da banda ou dos álbuns solo do Jerry Cantrell.

O refrão empolgante e o ritmo acelerado contagia e deixa o ouvinte querendo mais.